MÍDIA CENTER

AL celebra Dia do Cooperativismo

Publicado em: 21/09/2007 00:00
Editoria: Diário Oficial

Neusa Cadore propôs Sessão Especial que celebrou Dia Mundial do Cooperativismo
Foto:  

A Assembléia Legislativa realizou ontem sessão especial para celebrar o Dia Internacional do Cooperativismo. O evento encerrou as atividades do 4o Encontro Estadual das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária, ocorrido nos últimos dois dias, na Fundação Luís Eduardo Magalhães. A principal reivindicação apresentada durante os pronunciamentos foi para que seja aprovada uma política estadual de cooperativismo, com base no anteprojeto elaborado durante o encontro.
"O cooperativismo é, sem dúvida, um modelo de desenvolvimento justo e solidário de grande relevância social e econômica para o Brasil e para a Bahia", disse, no primeiro pronunciamento da tarde, a deputada Neusa Cadore (PT), autora do requerimento para a realização da sessão. Para ela, a forma de organização "tem se constituído uma das formas mais eficazes de enfrentamento do desemprego e de potencialização da produção", diante das transformações globais e dos novos cenários econômicos.
A atividade solidária iniciada ainda no século XIX, na Inglaterra, reúne hoje 24 mil cooperativas no Brasil, conta com mais de quatro milhões de participantes e alcança diversos setores, como agricultura, comércio, artesanato, crédito, entre outros. Neusa lembrou que esta forma de produção tem sido peça-chave para o desenvolvimento da agricultura familiar, que hoje é responsável por 10% do PIB nacional e responde por mais de 60% dos alimentos consumidos. "Somente na Bahia são mais de 630 mil famílias, sendo o estado que concentra o maior número de estabelecimentos rurais de base familiar do país."

REVOLUÇÃO

Neusa destacou as ações do presidente Lula e do governador Jaques Wagner em prol da agricultura familiar. Citou números que foram corroborados pelos pronunciamentos seguintes do deputado Álvaro Gomes (PCdoB) e da superintendente regional da Conab, Rose Pondé. Ela contou que trabalha há 20 anos na companhia reguladora de alimentos e só agora as compras são feitas dos pequenos produtores baianos, em função do Programa de Aquisição de Produtos da Agricultura Familiar, do governo federal.
Trata-se, segundo Rose, de uma ação estruturante do Fome Zero: a Conab já adquiriu cerca de R$80 milhões de produtos familiares e há espaço para adquirir até R$200 milhões, sendo que estas compras são para abastecer as cestas básicas que são distribuídas nos programas sociais do governo. Antes, segundo ela, a Conab estava sucateada, com armazéns fechados e adquiria insumos, como feijão e farinha, de outros estados, como São Paulo e Goiás.
Além de Álvaro, falaram ainda os deputados Zilton Rocha e Zé das Virgens, ambos do PT, ressaltando a importância da agricultura familiar e da ação cooperativada. Como o comunista, destacaram o orgulho em ter ajudado a eleger e apoiar os governos federal e estadual. Não faltou também a palavra de representantes do governo baiano. Ailton Florêncio, da Secretaria da Agricultura, acenou com a determinação do secretário Geraldo Simões de facilitar o crédito para o pequeno produtor. Jorge Henrique Mendonça, coordenador de Fomento e Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, elencou as ações do Estado em prol do tripé cooperativismo, agricultura familiar e economia solidária, revelando o aumento de investimento previsto no Programa Plurianual (PPA) que tramita na AL.
José Paulo Crisóstomo, presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), organizadora do 4o encontro estadual, falou, pedindo uma atenção da Assembléia para viabilizar a lei que institui a política estadual do setor. Pelo cooperativismo falaram ainda o representante da Unicafes/BA, Urbano Carvalho; Patrícia Nascimento, coordenadora da Cooperativa da Rede de Produtoras da Bahia; Orlando Colavolpe, da Organização das Cooperativas do Estado (Oceb); Valcyr Rios, presidente da Associação de Apoio às Cooperativas da Economia Familiar (Ascoob); e o secretário executivo do Movimento de Organização Comunitária (MOC), Naidison Quintella.



Compartilhar: