Um deles concede comenda Luís Eduardo a D. Geraldo Majella
A Assembléia Legislativa aprovou ontem, por unanimidade, projeto do Poder Executivo que altera a estrutura de cargos em comissão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) com o objetivo de garantir o funcionamento da Colônia Penal de Simões Filho. Foi aprovado também projeto de Resolução de autoria do deputado Clóvis Ferraz (DEM), concedendo a Comenda Luís Eduardo Magalhães ao cardeal arcebispo de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo.
A homenagem ao religioso mineiro foi aprovada por 38 votos a favor, dois contrários e uma abstenção, em votação secreta. Antes, havia obtido a unanimidade, no âmbito das comissões técnicas, após o parecer oral proferido em plenário pelo deputado Gildásio Penedo (DEM). A matéria pôde ser apreciada rapidamente graças a um acordo assinado pelo próprio Gildásio, como líder da oposição, pelo líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), e o líder do bloco independente, deputado Roberto Muniz (PP).
LÍDER
"Com 50 anos de sacerdócio, dom Geraldo Majella tem se dedicado à missão de recuperar a vida religiosa na Bahia e no Brasil", avaliou Ferraz ao justificar sua iniciativa. Para ele, o cardeal é um importante líder católico, preocupado com justiça, paz, ética e igualdade social, tendo tido "uma contribuição inestimável não só no campo religioso, como no social."
Majella nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, e se ordenou padre em 1957. Desde então, se entregou à vida religiosa, tendo assumido diversos cargos na hierarquia da Igreja Católica no Brasil e em Roma. Pode-se destacar, além do ministério episcopal, as funções de diretor e professor da Faculdade de Ciências Humanas Arnaldo Busato de Toledo, vice-presidente do Conselho Latino-americano (Celam), membro do Pontifício Conselho de Migrantes e Itinerantes e um dos presidentes para a V Conferência Geral Episcopal Latino-americana e do Caribe. Foi nomeado, pelo papa João Paulo II, arcebispo metropolitano de Salvador, tomando posse canônica em 11 de março de 1999.
PRESÍDIO
A matéria do governo, que não era polêmica, não recebeu emendas, além de uma do relator, corrigindo imprecisões no texto e já era esperada a facilidade de sua aprovação. Mas o encaminhamento pelo voto sim do líder da oposição, deputado Gildásio Penedo (DEM), provocou aplausos em plenário. Pela bancada independente, o deputado Ronaldo Carletto (PP) também foi ovacionado ao declarar voto favorável, a exemplo do que havia feito o próprio líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT).
De acordo com a mensagem enviada pelo governador Jaques Wagner, quando concebida no governo passado, a Colônia Penal não foi contemplada com todos os cargos necessários ao seu adequado funcionamento. A razão disso é que o modelo que seria adotado originalmente seria de co-gestão com a iniciativa privada, o que não mais ocorrerá. Para realizar a tarefa, antes terceirizada, foram criados 11 cargos ao todo, todos DAI-6, para atividades de coordenação de vigilância, administração, atendimento à saúde, registro e controle e atividades laborais e educacionais, além de dois secretários administrativos.
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