Segunda-feira , 23 de Setembro de 2019

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Comissão de Desportos debate o desmonte das políticas públicas

Publicado em: 04/09/2019 21:21
Setor responsável: Notícia

Divulgação/AgênciaALBA
O secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, garantiu nesta quarta-feira (4), em audiência pública da Comissão de Desporto, Paradesporto e Lazer da Assembleia Legislativa, que a Bahia expandiu os recursos na infraestrutura e investimentos dos programas sociais da área, caminhando na contramão do desmonte das políticas públicas promovido pelo Governo Federal.

Com o tema “Inclusão Social e Projetos do Esporte em Salvador”, o presidente do colegiado, deputado Bobô (PC do B), avaliou ser importante debater os programas sociais do setor, “porque eles ajudam a combater a violência e transformam a vida de muitas crianças e adolescentes nas periferias da capital e interior do Estado”. 

O parlamentar lamenta que o Programa Segundo Tempo e o Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), tenham sido “completamente esvaziados pela gestão do presidente Bolsonaro, causando prejuízos para milhares de jovens em todo o Brasil”.

A deputada Fátima Nunes (PT) também fez coro aos protestos contra “a política de destruição” dos programas no âmbito federal, mas não se esqueceu de levar uma ‘listinha’ de reivindicações para as autoridades estaduais presentes à reunião. A petista pediu a retomada da Copa de Futebol, competição que – segundo a parlamentar - não vem sendo realizada há dois anos nos municípios do Semiárido, agradeceu as obras de recuperação do Estádio Municipal de Paripiranga, sua terra natal, e solicitou uma atenção especial na reforma do Estádio Municipal de Jeremoabo, “no tocante ao muro e à pintura do equipamento”.

POLÍTICA DE DESMONTE

Em 2003, quando foi criado, o Ministério do Esporte tinha um orçamento de R$ 80 milhões. Dez anos depois, informou o diretor-geral da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, os recursos da pasta passaram para R$ 4,5 bilhões, oriundos do Orçamento Geral da União e do aporte de emendas parlamentares, “que apostaram na construção de quadras, ginásios, equipamentos de ginástica em praças, piscinas e campos em todo o território nacional”. Para se ter uma ideia da falta de compromisso com o esporte, afirma o dirigente da Sudesb, o extinto Ministério do Esporte tem agora “apenas R$ 600 milhões para cuidar do setor em 2019”.

Apesar da política de desmonte, os gestores asseguraram que o trabalho, direcionado aos programas sociais do esporte, não parou na Bahia. Eles pontuaram que o governador Rui Costa já autorizou a construção de 11 pistas de atletismo no Estado e que a Sudesb está executando 32 obras em diversas regiões, “com destaque para algumas experiências positivas em inovação tecnológica, a exemplo da instalação de gramados sintéticos nos estádios de Mairi, Várzea do Poço, Serrolândia e Banzaê”.

Muitos presidentes e diretores de ONGs, associações de moradores, federações de entidades desportivas e lideranças de bairros ouviram a explanação das autoridades e falaram dos problemas vividos nas comunidades. Ronaldo de Azevêdo, que dirige o Programa Esporte, Lazer e inclusão Social no Nordeste de Amaralina, quer a reforma do Centro Social Urbano. Esta mesma proposta quem trouxe foi Everton Oliveira, da Associação de Moradores de Narandiba, “pois o CSU é a referência das pessoas, onde tudo acontece”. Douglas Reis, da Associação Educação e Arte da Ribeira, reclamou da burocracia, que não permite  “contratar profissionais do bairro, mais identificados com a situação da localidade”. 

Para todos eles, o titular da Setre respondeu que “as notícias são promissoras”. Davidson Magalhães anunciou que em breve vai lançar um edital, no valor de R$ 5 milhões, “para dar continuidade aos programas, beneficiando os núcleos de iniciação desportiva”. Ele confirmou ainda que já conta com o aval do chefe do Executivo para realizar um amplo programa de investimentos, “que contemple a reforma dos centros sociais urbanos, quadras poliesportivas e campos que precisam ser revitalizados ou recuperados”.

Ao final da sessão, o presidente da Comissão de Desportos, deputado Bobô, conclamou a todos para que “permaneçam na trincheira em favor do esporte, porque esta luta é um bom combate”. O comunista se comprometeu a produzir um relatório, com as reclamações e sugestões apresentadas, que deverá ser entregue à Setre.


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