A Assembléia Legislativa da Bahia possui hoje uma rede muito mais segura. Isso se deve ao Projeto de Migração de Serviços de Rede da AL. Antes, o sistema operacional era o Windows NT-4, da Microsoft, que atualmente já está ultrapassado. “A Microsoft não comercializa mais esse sistema e nem faz mais manutenção”, explica o diretor de Tecnologia da Informação, Armando Velloso. Segundo ele, o sistema utilizado na rede agora é o Windows Server 2003, o mais moderno da Microsoft. Armando observa que esse novo sistema possibilitará o aumento da confiabilidade, performance, segurança e disponibilidade de recursos de tecnologia da informação.
Junto com a migração do sistema, o Legislativo baiano adquiriu quatro servidores de gerenciamento de dados, de última geração, para armazenar as informações de processos administrativos, discursos de deputados, processos legislativos, biblioteca e arquivo geral. “Antes, quando a taquigrafia acabava de digitar o discurso de um deputado, por exemplo, ela fazia o back-up lá mesmo, o que acabava saturando o computador. Agora, esses dados são encaminhados automaticamente para o novo servidor, que fica responsável por armazenar os dados”, explica Alberto César, chefe da Divisão de Suporte e Operação.
ESTABILIDADE
Para o servidor que trabalha na Taquigrafia ou em outros setores da Assembléia Legislativa, a mudança é invisível. Tanto que a migração do sistema foi feita num final de semana, para não afetar de forma alguma o trabalho. Mas, apesar de passar despercebido para os funcionários que não trabalham na Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), o novo sistema representa um ganho significativo, sobretudo na segurança do armazenamento dos dados e na estabilidade das comunicações na rede.
“É como saúde. A gente só se dá conta da importância dela quando começa a perder”, comparou Armando, explicando que só na hipótese de uma catástrofe inimaginável os dados armazenados hoje seriam perdidos. Isso porque, além dos quatro novos servidores que armazenam as informações, é feito um back-up para outros computadores instalados nos edifícios mais modernos da Casa legislativa.
Ou seja, se acontecesse um incêndio de grandes proporções no Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães (edifício-sede do Legislativo), onde funciona a DTI, os dados armazenados continuarão seguros. Além disso, com o novo sistema, eles estão bem menos suscetíveis a algum tipo de violação. “Além de manter a integridade dos dados, o novo sistema garante que só terá acesso a eles quem tem efetivamente permissão para isso”, observa o técnico de informática Sidinei Carvalho, um dos responsáveis pela implantação da nova sistemática.
HISTÓRIA
E que dados são esses? Vão desde os discursos dos deputados (enviados pela Taquigrafia), passando por processos administrativos como nomeações, exonerações e contra-cheques, até projetos de leis, moções e outros documentos do Legislativo. “É a história que está sendo preservada. Porque um discurso de deputado, que hoje é apenas um registro, no futuro pode vir a ser história”, avalia Sidinei, enumerando outras vantagens da migração. “A Albanet, por exemplo, ela é toda armazenada pelo novo sistema”, salienta.
Com os novos servidores, a capacidade de armazenamento de dados da Assembléia aumentou mais do que cinco vezes. Antes os computadores da DTI tinham uma capacidade de 320gb (gigabites), passando agora para 1.760gb – uma elevação de 550%. “No novo sistema estão armazenados, por exemplo, todos os discursos feitos pelos deputados desde 1999”, diz Sidinei, explicando que cada setor determina o período que necessita manter arquivados os dados.
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