“Se eu tiver de exprimir minha alegria pela oportunidade de saudar um dos homens cuja existência é um exemplo para as gerações atuais e futuras, eu diria que todas as expressões por mim proferidas, neste momento, representam a majestade da arquitetura que as palavras refletem quando dirigidas a um homem como o professor Ivo Pitanguy”. Foi com esta saudação elogiosa que o deputado Vespasiano Santos (PFL) começou seu pronunciamento na sessão especial de quinta-feira à noite, quando foi entregue o título de Cidadão Baiano ao renomado cirurgião plástico.
No seu discurso, marcado pela admiração, o parlamentar disse que o “reconhecimento que o mundo dedica a Ivo Pitanguy, imaculado patriota, habituado há muitos anos na vivência médica, projetou em sua personalidade a dimensão da humildade de sua prodigiosa vida, plena de virtudes que o distinguem em todos os momentos”.
O autor da homenagem aproveitou para fazer uma breve biografia do professor mineiro, lembrando ter se formado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil (atual universidade do Rio de Janeiro). “Desde cedo, ele percebeu sua vocação para a cirurgia plástica”, informa o deputado, acrescentando que, ao participar de concurso organizado pelo Instituto Internacional Educativo, foi contemplado com uma bolsa que o levou a estudar nos Estados Unidos, na condição de cirurgião residente.
Depois, prossegue o parlamentar pefelista, Ivo Pitanguy foi praticar a Medicina na Europa, especialmente na Inglaterra e na França. Ao retornar ao Brasil, idealizou o Serviço de Queimados do Hospital Antonio Pedro, que se estabeleceu por ocasião do trágico incêndio do Gran Circo Norte-Americano, em Niterói. Além disso, foi fundador da primeira clínica de cirurgia de mão no Brasil e chefe de vários serviços de cirurgias reparadoras, até criar “a famosa Clínica Ivo Pitanguy”.
EMOÇÃO
O pronunciamento de agradecimento do novo cidadão baiano foi marcado pela emoção. “Estou muito emocionado com as palavras do deputado”, afirmou, confessando que não havia preparado um grande discurso, “porque na Bahia todo mundo já nasce falando bem”. O professor Ivo Pitanguy disse que estava comovido e que, cada vez mais, sentia-se estimulado a continuar.
Logo em seguida, ele falou dos laços que o ligam à Bahia. “Na realidade não preparei um discurso, mas palavras de agradecimento de muito coração, muito íntimas daqui da Bahia, que tenho dentro de mim, laços de orgulho que estão aqui bem representados junto com meu querido amigo Aleixo Sepúlveda”, assinalou, referindo-se ao seu aluno e amigo baiano presente na solenidade, junto com grande número de médicos e representantes de entidades do setor.
Além disso, Ivo Pitanguy invocou a religiosidade baiana. “Outros laços meus com a Bahia são aqueles abençoados pelo colar de Obá de Xangô, lavado, preparado e entregue pelas mãos da inesquecível Mãe Senhora, ialorixá do terreiro Ilê Axê Opô Afonjá. A imagem amorosa de Mãe Senhora continua viva dentro de mim por todos estes anos e pelo mundo afora, mantendo sempre presente esse pedaço de amor, carinho e respeito que é a Bahia em todos os seus aspectos”, declarou.
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