A Brigada de Incêndio da Assembléia Legislativa será revitalizada. O processo já teve início com o mapeamento dos locais considerados com maior potencial de risco na Casa, para que haja um acompanhamento especial. Dentre os setores considerados estratégicos, estão a biblioteca, o almoxarifado, a sala de máquinas e outros que abrigam material de fácil combustão. “Vamos treinar voluntários nesses setores para que eles atuem como brigadistas e minimizem os riscos de incêndio”, explicou o tenente-coronel Yuri Pierre Lopes, chefe da Assistência Militar da AL.
Além dos pontos de maior risco, a Brigada levantou outros locais considerados estratégicos por causa da posição geográfica. Nesses, também serão treinados brigadistas para que atuem não só no primeiro combate a incêndios e outras ocorrências, mas sobretudo na prevenção. “O que nós queremos principalmente é disseminar a cultura da prevenção e os brigadistas terão papel fundamental nesse processo”, explicou o coronel Yuri.
A idéia é que, em cada andar, haja voluntários treinados em locais estratégicos. No primeiro andar do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães, edifício-sede da AL, por exemplo, haveriam pelo menos dois brigadistas – um em cada ala do prédio. Já no subsolo 2, o número aumentaria para cinco – já que é nesse andar que estão o almoxarifado, a sala de máquinas e outros locais considerados de maior risco.
Atualmente, a Assembléia tem cerca de 30 brigadistas voluntários. Este número é considerado suficiente para a prevenção e o primeiro combate e, por isso, não será aumentado. O que vai acontecer, segundo o coronel Yuri, é um remanejamento da atual equipe de brigadistas. “Com base no levantamento que fizemos, vamos treinar voluntários dos setores considerados estratégicos que vão substituir alguns dos atuais integrantes da Brigada”, explicou.
Contudo, o chefe da Assistência Militar faz questão de elogiar a atual equipe de brigadistas. Segundo ele, por semana são registradas de quatro a cinco pequenas ocorrências na AL. São casos de pessoas presas em elevador, pequenos curto-circuitos e princípios de incêndio – e, em todos eles, a ação dos brigadistas é considerada fundamental e bastante eficiente. No caso de incêndios maiores, como aconteceu em fevereiro do ano passado no edifício-sede, a ação rápida dos brigadistas foi fundamental para que o fogo não ganhasse maiores proporções.
“O sistema de prevenção e combate a incêndios da Assembléia Legislativa, sem nenhuma dúvida, é o mais eficiente de todo o Centro Administrativo da Bahia”, acredita o coronel Yuri. Ele não só destaca a ação da brigada, como também o sistema eletrônico de detecção instalado no Anexo Barbosa Romeo. “Com esse sistema”, diz ele, “a possibilidade de ocorrência de um incêndio é muito remota”. Mais antigo, o edifício-sede vem passando por adaptações para se tornar mais seguro. Medidas como troca de forro dos tetos e instalação de novas redes hidráulicas e elétricas já tiveram início em alguns setores.
Além dos 30 brigadistas voluntários, a Assembléia conta ainda com 20 soldados do Corpo da Guarda, que também são devidamente treinados para o primeiro combate a incêndios e outras ocorrências. “Como eles permanecem aqui fora do expediente - à noite, nos fins de semana e feriados -, o treinamento deles é fundamental”, observou o coronel Yuri.
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