O deputado salientou ainda o vulto do trabalho cultural do “casal amado” que, a partir da famosa casa da Rua Alagoinhas, no Rio Vermelho, reuniu em torno de si o que havia de melhor nas artes plásticas, na música, teatro, cinematografia, folclore, fotografia – entre outras manifestações artísticas –, “apoiando o surgimento de novos valores e incentivando toda uma geração de jovens baianos”. Ele lembrou que a concessão, por unanimidade, da nossa cidadania a Zélia Gattai apenas chancelou uma profunda realidade de muitos anos e “presumiu” que não pode ser fortuito o fato dessa paulista tão baiana ter nascido justamente num 2 de julho, data reverenciada por marcar a independência do nosso povo do jugo português, em decorrência de uma luta autenticamente popular.
Na moção, Clóvis Ferraz abordou também a produção literária de Zélia, “iniciada tardiamente, em 1979,” mas que nos legou trabalhos como o livro Anarquista Graças a Deus, levado à TV pela Rede Globo em minissérie homônima, Um Chapéu para Viagem, A Casa do Rio Vermelho e vários livros infantis e infanto-juvenis. Lembrou que o talento de Zélia foi reconhecido pelo público, mas também por seus pares, escritores, que a guindaram às academias de Letras de Ilhéus (palco de tantas estórias de Jorge), da Bahia e Brasileira. Citou ainda condecorações recebidas pela homenageada.
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