A escolha, lembra Ferraz, sempre foi feita por votação secreta e o trabalho de qualidade, objetivo e constante do “saudoso Marcelo Nonato”, em todas as emissoras de televisão em que atuou, obteve este reconhecimento maciço. Para o presidente da Assembléia, o súbito falecimento desse profissional dedicado abre uma lacuna difícil de ser preenchida no jornalismo político baiano, estando inconsoláveis todos aqueles que tiveram o prazer de conhecê-lo e privar do seu contato. Ele encerrou a moção de pesar rogando a Deus que conforte os familiares e os muitos amigos que Marcelo Nonato conquistou em sua produtiva vida.
Lídice da Mata, por sua vez, observou: “Com elegância, discrição e competência, Marcelo Nonato conduzia os seus programas de entrevistas, sendo, por isso mesmo, estimado e respeitado não só pelos entrevistados como também pelos fiéis espectadores, razão porque foi objeto de inúmeras homenagens por parte da sociedade baiana”.
Já Pedro Alcântara lembrou que uma das características que mais se destacam em Marcelo Nonato era a de se preocupar com os amigos e colegas, principalmente nos momentos mais difíceis, sempre muito atento e solidário aos que precisavam de apoio. “Assim era Marcelo, um grande profissional, muito experiente, querido e que tinha grande bondade. Representa uma grande perda para o jornalismo baiano”, lamentou o deputado no documento.
Nascido em Salvador, Marcelo Nonato começou no jornalismo na Rádio Excelsior na década de 60. De lá passou pelo jornal Tribuna da Bahia e pelas TVs Itapoan, Bandeirantes, Aratu e Cabrália. Há dois anos integrava a equipe de jornalismo da TV Salvador (Rede Bahia). “O desaparecimento de Marcelo Nonato, aos 64 anos de idade, interrompeu uma intensa e profícua vida dedicada ao jornalismo, profissão que exerceu com invulgar talento e seriedade e que muito honrou a imprensa baiana”, concluiu Lídice.
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