O deputado Roberto Muniz (PP) quer tornar obrigatória a inclusão do mel de abelha na merenda escolar da rede pública estadual. Ele apresentou na Assembléia Legislativa projeto de lei com esse objetivo. “O mel é o único alimento puro que encontramos na natureza e, devido ao seu alto valor energético, as receitas com mel ocupam lugar de destaque no vasto leque de alimentação”, observou o parlamentar, citando que, além de saboreado puro, ele pode ser usado na preparação de vários doces, bem como enriquecendo o sabor das carnes, sucos, aperitivos e bebidas quentes como chás.
Muniz lembra que o mel é uma substância produzida pelas abelhas e outros insetos sociais a partir do néctar das flores ou de outras secreções de plantas, que as abelhas coletam e transformam através da evaporação da água e da adição de enzimas. É composto na sua maior parte (99%) de água e açúcares (sacarose, frutose, glicose e maltose). O outro 1% está relacionado com substâncias em quantidades diminutas que são as enzimas, ácidos orgânicos, minerais, aminoácidos, que são importantes na sua caracterização.
Segundo o parlamentar, o mel é usado como alimento pelo homem desde a pré-história. “Existem registros em 2300 a.C sobre o uso de mel na alimentação e na escrita pelos sumérios na Mesopotâmia”, diz. Muniz citou também que, em 1872, o explorador alemão Ebers encontrou no Egito antigo um rolo de papiro escrito em 1.500 a.C, que contém uma série de receitas contra enfermidades, no qual o mel figura como elemento principal entre os medicamentos prescritos.
Ele lamenta que, apesar do Brasil ser o 6º produtor mundial de mel, o alimento é muito pouco consumido no país. “A divulgação é pequena e a maioria dos consumidores só adquire quando está com problemas de saúde”, acrescentou. O parlamentar lembrou ainda que mel estimula a produção de seratonina – uma substância responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Além disso, garante, é um excelente complemento alimentar, que melhora o rendimento físico e a resistência à fadiga, facilitando a assimilação dos alimentos.
“A Bahia apresenta saborosos indicadores nas estatísticas oficiais sobre o crescimento da apicultura”, diz Roberto Muniz. Segundo ele, nos últimos dez anos, a produção apícola do estado deu um salto de 550 toneladas para 4.400 toneladas, colocando o estado em 8º lugar no ranking nacional. “Esse foi o resultado do grande investimento do governo do estado em programas de incentivo à apicultura”, concluiu ele.
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