“O estudo da Geologia tem sua origem em tempos remotos, confundindo-se com a aurora da civilização, desde que o homem primitivo aprendeu a se utilizar das rochas e minerais”. Foi exatamente desta forma que o presidente da Assembléia Legislativa, Clóvis Ferraz (PFL), começou a homenagem pela passagem do Dia do Geólogo, ocorrida em 30 de maio.
Com a autoridade de quem é professor concursado da matéria na Universidade Federal da Bahia (Ufba), o parlamentar faz um relato detalhado do desenvolvimento da Geologia, lembrando que as civilizações antigas que sofriam os efeitos dos cataclismas e vulcões “sentiram-se curiosas pela explicação dos fenômenos naturais”. Ele acrescenta que “são muito interessantes as idéias surgidas na antiguidade clássica, muitas vezes de pleno acordo com as idéias atuais sobre a compreensão da terra, mas foi no século XIX que as ciências geológicas conheceram grandes avanços com os trabalhos dos ingleses Charles Lyell e James Hutton”.
Na moção apresentada na AL, Clóvis Ferraz informa que no Brasil a Geologia começou a ter grande impulso com os trabalhos dos irmãos Andrada, particularmente José Bonifácio, “notável mineralogista”, mas que ficou conhecido na história como o Patriarca da Independência. O parlamentar diz ainda que a Geologia no país recebeu muitas contribuições de naturalistas estrangeiros. Ele cita como exemplos Hart, Von Spix e Von Marthius, Agassiz, Von Eschwege e “o admirável” Charles Darwin.
BAHIA
O presidente da Assembléia destaca que na Bahia o grande impulso ocorreu nos anos 1970, com a criação da CBPM (Companhia Baiana de Pesquisa Mineral) e da SGRM (Superintendência de Geologia e Recursos Minerais), constituindo-se em um sistema estadual de mineração que serviria de modelo para vários estados.
“Na área acadêmica, as origens remontam a 1957, quando foi criada a Escola de Geologia da Universidade Federal da Bahia, pelo magnífico reitor Edgard Santos, sucedida, a partir de 1978, pelo Instituto de Geociências da Ufba, como decorrência da reforma do ensino brasileiro”, relata, informando que na década de 80 surge o curso de técnico em geologia na Escola Técnica Federal da Bahia.
Clóvis Ferraz arremata lembrando que atualmente a Bahia é um dos principais estados mineradores do país, registrando elevados índices de desempenho, “tanto para as tonelagens produzidas como para o valor de comercialização da produção, participando decisivamente do crescimento econômico experimentado pela Bahia”.
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