O acadêmico Osmar Pinheiro, que faleceu no último dia 2, era um homem de múltiplas atividades. Na área da música, gravou os discos Chora violino, Ternura e prece, Osmar na Seresta, Música e Poema e Hinos e Melodias. No campo literário, escreveu diversos trabalhos, destacando-se Meu colégio, minha vida (1986), no qual reconstitui a história da Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim, e Taperoá, minha terra, minha gente e sua política (1989), em que aborda aspectos históricos e folclóricos, dentre outros da terra onde nasceu. A trajetória e os talentos de Osmar Pinheiro foram lembrados pelo deputado Aderbal Caldas (PP), na moção de pesar que apresentou na Assembléia Legislativa.
Osmar Pinheiro nasceu em 11 de julho de 1929 e viveu toda a infância em Taperoá. Com a morte do pai, Oscar Pinheiro, em 1939, ele veio para Salvador onde passou a morar como interno na Casa Pia e Colégio dos Órfãos de São Joaquim. Concluído o seu período no colégio, foi contratado como auxiliar de secretaria e viria a ser contador, mesário e adjunto de mesa administrativa.
“Com rara vocação para música, ainda no estabelecimento teve a oportunidade de iniciar-se nesta arte com o professor Manoel Zeferino dos Santos”, contou Aderbal. Ele acrescentou que na banda do colégio Osmar tocou trompa, pistom e saxofone soprano. Mas foi no violino que iria se destacar, passando a fazer parte da Orquestra Sinfônica Juvenil da instituição.
POLÍTICA
Segundo o autor da moção, Osmar Pinheiro participou de grandes momentos da música na Bahia. Tocou na orquestra do maestro Carlos Lacerda e nos conjuntos Os Ingênuos e Os Cardeais e foi selecionado para integrar a orquestra sinfônica da Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Apaixonado pela música do compositor alemão Ludwig van Beethoven, dele tocou todas as sinfonias, inclusive no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, durante o I Festival de Música Internacional, em 1963”, contou Aderbal Caldas.
Paralelo à música, ele desenvolveu diversas atividades profissionais. Trabalhou nos Correios e no Banco do Nordeste, onde por muitos anos foi chefe da carteira de crédito rural. Também fez parte de várias entidades e associações, dentre elas a Maçonaria e Lions Clube. Com alguns livros publicados, ele foi o primeiro membro eleito da Academia de Letras do Recôncavo, em 1999.
Durante algum tempo, Osmar Pinheiro exerceu atividades políticas. Foi secretário de Administração e Finanças de Taperoá, entre 1997 e 98, ocasião em que fundou a Cooperativa de Crédito Rural Costa do Dendê, instalou a biblioteca do Centro Cultural Poeta Oscar Pinheiro e implantou a Casa do Adolescente e da Criança de Taperoá.
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