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'Figuras de Azulejo', de Pedro Calmon, é lançado na Academia

Publicado em: 06/06/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Clóvis Ferraz entrega a Jorge Calmon um exemplar especial do livro (Roberto Santos logo atrás) e conversa, descontraidamente, com Cláudio Veiga e o irmão do autor
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O lançamento do livro ‘Figuras de Azulejo’, escrito pelo historiador Pedro Calmon e editado de forma conjunta pela Assembléia Legislativa e Academia de Letras da Bahia (ALB), movimentou a noite cultural de ontem, levando ao Solar Góes Calmon, sede da instituição, mais de 100 intelectuais, escritores e acadêmicos. Na solenidade, o presidente da Assembléia, deputado Clóvis Ferraz, ofereceu ao jornalista Jorge Calmon, irmão do autor, um exemplar com encadernação especial. Foi um momento de emoção, quando Ferraz externou o apreço que sente pelo “ilustre homem público e intelectual, que foi o irmão do igualmente ilustre jornalista e ex-deputado estadual Jorge Calmon”.

A cerimônia começou às 17h30 com a fala do professor Cláudio Veiga, presidente da ALB, que lembrou a importância histórica do trabalho agora editado – trata-se da terceira edição e a última em cerca de 80 anos – e falou do convênio firmado entre a entidade que dirige e o Legislativo estadual para o resgate de “obras indispensáveis” da nossa literatura. Para ilustrar o que dizia, citou outros dois livros editados por este instrumento. E lembrou de forma enfática a iniciativa do “ínclito” deputado Clóvis Ferraz de ampliar a abrangência do convênio, e o apoio recebido para a revitalização do parque de informática da Academia – fazendo assim um duplo agradecimento.

Veiga ressaltou também a singular figura que foi o historiador, ensaísta, escritor e acadêmico Pedro Calmon, que “marcou esta casa, quando ainda era moradia da família Góes Calmon, que frequentou de forma assídua na juventude”, e depois, a partir de 7 de março de 1983, quando ali instalou-se a ALB. O professor informou que está ali, na Academia, o fardão usado por Pedro Calmon na Academia Brasileira de Letras, num espaço que leva o seu nome. E assinalou que “um busto seu enfeita o nosso jardim” – estando, pois, espiritualmente entre nós.

AGRADECIMENTO

Ao agradecer a iniciativa da Assembléia e da Academia de reeditar o volume, o jornalista Jorge Calmon disse que estava ali a presenciar a contraprova da uma verdade absoluta de que a vida não transpõe os umbrais da morte e, portanto, não transpõe a morte. “A persistência de um espírito, disse ele, do espírito de Pedro Calmon, através de sua obra escrita, estava vencendo a morte, pois ele continua vivo aqui neste ato”. Com a voz embargada, contendo a custo a emoção que as recordações do irmão querido trouxeram à baila, Jorge Calmon lamentou a sua ausência:

Como gostaria que ele estivesse entre nós. Com sua inteligência, fluência, eloquência e talento oratório invulgar, não menos importante que a sua obra escrita, é em nome de nossa família, dos seus descendentes, que agradeço ao deputado Clóvis Ferraz, presidente da também minha Assembléia Legislativa, e ao confrade Cláudio Veiga por este lançamento. Assistimos aqui à ressurreição, no plano das idéias, do saudoso Pedro Calmon”.

Entre as pessoas que participaram da solenidade estavam o ex-governador Roberto Santos, as historiadoras Consuelo Novaes Sampaio e Consuelo Pondé de Sena, o diretor da Fundação Pedro Calmon, Cláudius Portugal, o secretário geral do Conselho Estadual de Cultura, Eustórgio Cavalcanti, e o assessor da presidência da Assembléia para Assuntos Culturais, Délio Pinheiro.



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