A cerimônia começou às 17h30 com a fala do professor Cláudio Veiga, presidente da ALB, que lembrou a importância histórica do trabalho agora editado – trata-se da terceira edição e a última em cerca de 80 anos – e falou do convênio firmado entre a entidade que dirige e o Legislativo estadual para o resgate de “obras indispensáveis” da nossa literatura. Para ilustrar o que dizia, citou outros dois livros editados por este instrumento. E lembrou de forma enfática a iniciativa do “ínclito” deputado Clóvis Ferraz de ampliar a abrangência do convênio, e o apoio recebido para a revitalização do parque de informática da Academia – fazendo assim um duplo agradecimento.
Veiga ressaltou também a singular figura que foi o historiador, ensaísta, escritor e acadêmico Pedro Calmon, que “marcou esta casa, quando ainda era moradia da família Góes Calmon, que frequentou de forma assídua na juventude”, e depois, a partir de 7 de março de 1983, quando ali instalou-se a ALB. O professor informou que está ali, na Academia, o fardão usado por Pedro Calmon na Academia Brasileira de Letras, num espaço que leva o seu nome. E assinalou que “um busto seu enfeita o nosso jardim” – estando, pois, espiritualmente entre nós.
AGRADECIMENTO
Ao agradecer a iniciativa da Assembléia e da Academia de reeditar o volume, o jornalista Jorge Calmon disse que estava ali a presenciar a contraprova da uma verdade absoluta de que a vida não transpõe os umbrais da morte e, portanto, não transpõe a morte. “A persistência de um espírito, disse ele, do espírito de Pedro Calmon, através de sua obra escrita, estava vencendo a morte, pois ele continua vivo aqui neste ato”. Com a voz embargada, contendo a custo a emoção que as recordações do irmão querido trouxeram à baila, Jorge Calmon lamentou a sua ausência:
“Como gostaria que ele estivesse entre nós. Com sua inteligência, fluência, eloquência e talento oratório invulgar, não menos importante que a sua obra escrita, é em nome de nossa família, dos seus descendentes, que agradeço ao deputado Clóvis Ferraz, presidente da também minha Assembléia Legislativa, e ao confrade Cláudio Veiga por este lançamento. Assistimos aqui à ressurreição, no plano das idéias, do saudoso Pedro Calmon”.
Entre as pessoas que participaram da solenidade estavam o ex-governador Roberto Santos, as historiadoras Consuelo Novaes Sampaio e Consuelo Pondé de Sena, o diretor da Fundação Pedro Calmon, Cláudius Portugal, o secretário geral do Conselho Estadual de Cultura, Eustórgio Cavalcanti, e o assessor da presidência da Assembléia para Assuntos Culturais, Délio Pinheiro.
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