A terceira edição de Figuras de Azulejo – Perfis e cenas da História do Brasil, de Pedro Calmon, será lançada nesta terça-feira, dia 6, a partir das 17h, no Palacete Góes Calmon (Avenida Joana Angélica, 198, Nazaré), sede da Academia de Letras da Bahia (ALB), instituição que reeditou a obra em convênio com a Assembléia Legislativa. Os presidentes da Academia, professor Cláudio Veiga, e da Assembléia, deputado Clóvis Ferraz, participarão do ato, assim como o irmão do autor, jornalista Jorge Calmon, acadêmicos e parlamentares. O evento é aberto ao público. No dia, o livro será vendido pelo preço promocional de R$ 10 (o preço real é R$ 25).
O historiador Pedro Calmon (1902-1985), no prefácio do livro, explica a opção pelo título Figuras de Azulejo: "A História, como a percebe o povo, é um largo painel de ladrilhos cheio de imagens solenes, de ar distante e insólita atitude. Às vezes, a lenda, a narrativa, o romance despertam do seu sono aquelas figuras, roubam-nas à paz da cerâmica mural, desatam pela face da terra a sua humanidade esquecida, que a vida perfuma com a paixão, o tumulto, o ódio, o afeto, e lhes restituem a personalidade que já tiveram. Nestes capítulos onde as figuras são de azulejo, vivem elas também essa efêmera existência: o tempo necessário para se destacarem do vasto desenho antigo, desfilar aos olhos do leitor o vulto venerável, cujo contorno azul é do pincel remoto, e voltar para o silhar poeirento, onde a imortalidade as fixou."
Figuras de Azulejo
é o terceiro livro de Pedro de Calmon que a Assembléia edita, em convênio com a Academia de Letras da Bahia. Parte da tiragem da obra será destinada às bibliotecas públicas municipais, estaduais e nacionais. A ortografia desta nova edição foi atualizada pela revisora Cristina Cardoso e a ilustração da capa foi criada pelo artista Bel Borba, que se inspirou no personagem do primeiro capítulo da obra: sóror Vitória da Encarnação, religiosa que viveu no Convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, no século XVII.
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