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AL homenageia os 30 anos da Uefs

Publicado em: 01/06/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Naomar Almeida, Eliana Boaventura, Anaci Paim e Onofre Gurjão na mesa dirigente da sessão
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A Assembléia Legislativa realizou ontem sessão especial para comemorar os 30 anos de fundação da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). A homenagem foi proposta pela deputada Eliana Boaventura (PP), natural da Princesinha do Sertão e ex-aluna de Letras Vernáculas e Economia daquela instituição. “É com muita satisfação e com muita honra, mais ainda por ter sido aluna, que falo nesta sessão com o sentimento de uma cidadã que aprendeu a viver e a entender o mundo dentro desta verdadeira universidade”, disse.

Eliana presidiu a sessão, que contou com a presença da secretária de Educação do estado e ex-reitora da Uefs, Anaci Paim, do atual reitor, José Onofre Gurjão, do arcebispo de Feira, dom Itamar Vian, e do reitor da Ufba, Naomar Almeida. Também compuseram a mesa o presidente da Câmara de Vereadores de Feira, Alcione Cedraz, o vereador Luciano Paim, o ex-reitor Josué Melo, o ex-prefeito de Feira Joselito Amorim, e os pró-reitores de extensão, Maria de Fátima Campos, e de administração e finanças, Altímio Almeida.

Após a abertura dos trabalhos, o coral da Uefs executou Casa de Ouro, do cancioneiro popular, e, em seguida, Eliana ocupou a tribuna para fazer um discurso em que se misturaram referências pessoais e dados que demonstraram a evolução da universidade ao longo das últimas três décadas. “Falar da Uefs é falar de uma relação de amor e reconhecimento, é falar de um sonho que virou realidade”, definiu. Ela contou a história da entidade, desde os primórdios, na fundação da Faculdade de Educação naquela cidade, em 1968.

A fundação da universidade ocorreu em 31 de maio de 1976, com oito cursos, sob a denominação de Fundação Universidade de Feira de Santana (Fufs), criada sob a orientação da Ufba. Só em dezembro de 1980, no bojo de uma reforma administrativa no estado, passou a se chamar Uefs. A instituição, segundo Eliana, “vem se expandindo rapidamente, concentrando suas ações no centro-norte baiano, território que integra o semi-árido, e está presente em cerca de 150 municípios baianos”, disse. Atualmente são 47 cursos de graduação, nove mestrados e três doutorados, além das atividades de pesquisa e extensão.

A deputada fez questão de destacar o trabalho realizado pelos ex-reitores Josué Melo e Anaci Paim na qualificação dos professores, o que resultou no quadro atual em que 78% são mestres ou doutores. Ela também elogiou o atual reitor, dizendo que sua atuação vem contribuindo para o destaque que a instituição passou a ocupar no cenário nacional. Ela se emocionou, no final do pronunciamento, ao lembrar da mãe, quando se dirigiu a diversos integrantes da Universidade Aberta da Terceira Idade (Uati), atividade de extensão da Uefs. Eliana contou que a mãe foi estudante ativa da Uati, tendo integrado a Universidade de Feira, assim como cinco dos seus seis filhos.

ÁGUA E CONHECIMENTO

O reitor Gurjão fez um discurso de improviso, em que procurou demonstrar o seu amor pela instituição e a importância que hoje ela representa para a Bahia e os baianos. Ele contou que foi professor da primeira aula das três primeiras turmas formadas pela Uefs. De lá para cá, a universidade, construída nas terras da antiga Fazenda Olho d’Água, já formou, segundo seus cálculos, mais de 14 mil profissionais. “Antes, os tropeiros iam ali em busca de água para beber”, disse, explicando que hoje, os que lá acorrem vão em busca do conhecimento. Conhecimento, segundo ele, com preocupação comunitária e cidadã. Para exemplificar, disse que 44% das pesquisas de extensão hoje existentes são voltadas para o semi-árido.

Logo após ocupar a tribuna, Anaci Paim esclareceu que não falaria como secretária de Estado, mas como alguém que foi aluna, monitora, coordenadora, pró-reitora e reitora da Uefs. Desse ponto de vista, disse que a universidade só existe porque a comunidade local lutou por ela, “enfrentando dificuldades em busca de um sonho”. Disse também ser natural que, em um ambiente democrático como o acadêmico, ocorra divergência nos caminhos a serem seguidos, mas que o objetivo tem que ser um só: fortalecer a Uefs. Ela elogiou a determinação e o orgulho do governador Paulo Souto em manter as quatro universidades (além da Uefs, a Uneb, a Uesc e a Uesb), fato só igualado por Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.



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