A Comissão Especial de Defesa da Mulher aprovou ontem a realização de uma audiência pública na próxima quarta-feira. O objetivo é discutir a possibilidade de extinção da Coordenadoria de Saúde da Mulher, ligada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador. Segundo a deputada Sônia Fontes (PFL), presidente do colegiado, a prefeitura estuda extinguir o órgão, integrando-o à Coordenadoria de Saúde da Família, diante da crise financeira enfrentada pelo município.
“A Coordenadoria de Saúde da Mulher é fruto de uma longa luta dos movimentos feministas, do Fórum e do Conselho das Mulheres e existe há mais de 12 anos. Por isso, a possibilidade dela ser extinta vem provocando tanta apreensão”, explicou Sônia Fontes. Ela espera que os debates travados na audiência possam sensibilizar a Secretaria Municipal de Saúde para a importância de manter a coordenadoria. “Não é mais cabível que a saúde da mulher seja tratada de forma generalizada”, argumentou a presidente da comissão.
Mas a audiência não é o único evento em que o colegiado vai se envolver nos próximos dias. Hoje mesmo, as integrantes do colegiado estarão no Centro de Referência Loreta Valadares para prestigiar o lançamento do 2º Caderno de Economia e Política do Projeto Mulher e Democracia. A publicação traz um estudo da participação das mulheres nas últimas eleições municipais no Nordeste. Mostrará, por exemplo, o crescimento do número de mulheres nas câmaras. Na Bahia, o estudo foi coordenado pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (Neim), ligado à Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Também na sessão de ontem, Sônia Fontes fez um balanço do último encontro da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), que ocorreu nos últimos dias 18 e 19 em Manaus, Amazonas. No evento, Sônia Fontes foi eleita para coordenar o Conselho Fiscal da Secretaria da Mulher. A deputada baiana era a presidente da Secretaria, mas seu mandato expirou. Para o cargo foi eleita a deputada de Pernambuco, Ana Cavalcanti, que dará continuidade ao projeto de criação da Escola de Política de Mulheres, que deverá ter o financiamento do Banco Mundial (Bird).
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