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Bahia faz festa para Armando

Publicado em: 08/05/2006 00:00
Editoria: Diário Oficial

Marcos, filho de Armando: Elogio sincero
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O lançamento do livro Crônicas de Armando Oliveira, na última sexta-feira, transformou-se em uma verdadeira festa da Bahia para o cronista e radialista. Do evento, bastante concorrido, participaram desde o governador do estado, Paulo Souto, o presidente da Assembléia Legislativa, Clóvis Ferraz (PFL), políticos, radialistas, jornalistas e artistas até gente do povo, que acorreu ao Palácio da Aclamação para homenageá-lo.


 

Eram exatamente 17h quando o mestre de cerimônias, Francisco Raposo, iniciou a solenidade, que foi marcada pela emoção. O primeiro a falar foi exatamente o filho de Armando, Marcos Oliveira, que veio especialmente da Alemanha para o evento. “É um momento de alegria para todos nós. E estas minhas breves palavras não pretendem enaltecer nem prantear a figura de meu pai, mas sim agradecer sinceramente ao governador Paulo Souto por sua generosidade, genuína amizade e admiração que nutria pelo meu pai”, falou, destacando também o apoio do presidente da Assembléia Legislativa, Clóvis Ferraz, “que encampou a idéia e contribuiu decisivamente para a concretização deste projeto”.

Mesmo conhecendo o temperamento recatado do pai, avesso a badalações, Marcos Oliveira avaliou que o lançamento do livro não iria contrariá-lo. “Esta publicação no dia em que ele completaria 70 anos não chegaria, acho eu, de modo algum a lhe infligir a mínima contrariedade, sobretudo porque, com sua aguçada sensibilidade, ele sabia muito bem reconhecer o valor do elogio sincero e das homenagens justas, principalmente quando oriundos de mentes lúcidas ou brotados do coração de pessoas simples do povo”.

LEMBRANÇAS

Os testemunhos sobre Armando Oliveira prosseguiram com a homenagem bem humorada do seu colega de ofício, o radialista José Ataíde, o mais antigo do Brasil ainda em atividade. Com a experiência dos seus 55 anos de profissão, ele disse que nunca conheceu ninguém com a capacidade de Armando Oliveira. “Ele foi o melhor no rádio, na TV e no jornal”, afirmou, prometendo que não iria se alongar para não contrariar o estilo sucinto do homenageado.

Em seguida, José Ataíde levou a platéia do choro ao riso, lembrando que quando Armando estava em seu leito, lhe pedia para que escalasse as equipes do Flamengo de várias décadas. “Para alegrá-lo eu dava o time todo do Flamengo de 1944, que foi tricampeão em cima do Vasco de Gama”, relata, acrescentando que também falava do rubro-negro carioca de outras épocas, como o time campeão mundial de 80, comandado por Zico. No final de seu depoimento, José Ataíde apresentou uma gravação da época em que Paulo Souto atuava como comentarista esportivo.

EMOÇÃO

Visivelmente emocionado, com a voz embargada, o governador disse que “a única forma de fugir à emoção é tentar dar um pouco de humor”. Assim, ele falou sobre o Fluminense de 1951, “meu 1º time”. Em seguida, disse da sua alegria de encontrar “tantos e tantos amigos”, citando os irmãos de Armando - Denise, Gilson e César.

Estas recordações e este salão cheio mostram como o exemplo de Armando Oliveira, enquanto um homem ético, foi admirável. E demonstram também que, à sua maneira recatada, sabia cultivar muitos amigos”, analisou, acrescentando que ao homenagear Armando com o livro, ele e o presidente da AL “foram apenas intérpretes do sentimento do povo da Bahia, pois tínhamos certeza de que esta era a forma de perpetuarmos seu exemplo e sua inteligência”.

 



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