O deputado Heraldo Rocha (PFL) apresentou moção de pesar pelo falecimento do artista plástico Calazans Neto, ocorrido no último domingo. No documento, o parlamentar destacou a trajetória do artista, sua regionalidade e importância para as artes plásticas baianas. "Ao lado de Sérvulo Esmeraldo, foi um dos maiores divulgadores da gravura brasileira no exterior", ressalta.
O pefelista destacou a relação do artista com sua esposa Auta Rosa, com quem foi casado durante 42 anos. "Pareciam em eterna lua-de-mel. Não tiveram filhos, mas criaram Graça Calazans, sua sobrinha". Heraldo lembrou o início da carreira de Calazans Neto, quando o artista se dedicava à pintura no ateliê de Genaro Carvalho, onde foi estudar arte, e depois se enveredou pela gravura em metal na Escola de Belas Artes da Bahia.
A versatilidade do artista também foi destacada. "Foi pintor, gravador, entalhador e ilustrador, inclusive de vários livros". Entre as publicações ilustradas por Calazans Neto, destacam-se História Natural de Pablo Neruda, de Vinícius de Moraes; Vinte e cinco sonetos da Bahia, de Silva Dutra; Aprendiz de Feiticeiro, de Ivan Ribanildo, e Tieta do Agreste, de Jorge Amado, seu amigo pessoal.
"A regionalidade de Calazans Neto retratando a Bahia e seus mitos lembra a tradição das gravuras populares do Nordeste", compara o parlamentar. Também foram destacados outros temas freqüentes em suas obras, como a praia de Itapuã, sóis, peixes, cabras, baleias, o mar e o povo.
O parlamentar afirmou que a morte física do artista, aos 73 anos, provoca um profundo sentimento de perda a todos aqueles que compartilharam de sua "prestigiosa presença". De acordo com o deputado, o acalento está em saber que esse ilustre baiano deixou para todos os familiares e amigos o exemplo de homem honrado, honesto e de caráter. "Creio que faço em nome de todos os deputados sem exceção, nossos sinceros sentimentos pela perda deste memorável cidadão", disse Heraldo.
O deputado solicitou que fosse dada ciência de sua moção ao governador Paulo Souto, ao presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinícios Vilaça, à dona Auta Rosa, a Graça Calazans e aos demais familiares do artista.
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