O deputado Yulo Oiticica (PT) apresentou moção na Assembléia Legislativa, protocolada na Secretaria Geral da Mesa, homenageando os 30 anos de sacerdócio do padre Oliveira. No documento, ele conta um pouco da história de vida do religioso. "Filho de pai pedreiro (José Presídio) e mãe doméstica e trabalhadora rural (Francira Rodrigues de Oliveira), Antonio de Oliveira é o 5o de uma prole de nove. Nasceu no dia 19 de junho de 1947, no município de Tucano. Suas raízes, ao contrário do que comumente se adota para justificar os insucessos da vida do sertanejo, representam a principal marca da sua luta, não aceitando a pecha de que o sertanejo nasce para servir aos senhores de uma sociedade carcomida", destaca, acrescentando que "a sua indignação com a sua condição de exclusão e dos demais homens sofredores do nosso sertão o levou a trilhar o caminho da educação".
O padre Oliveira ? relata o parlamentar petista ? fez o ensino fundamental e médio no Colégio Nossa Senhora das Graças, em Tucano. "Militante desde cedo dos movimentos eclesiais de base da Igreja Católica, onde como fiel seguidor da palavra do Senhor Jesus, ele sempre se indignou com a exclusão social e o descaso da sociedade para com os menos favorecidos", disse Yulo. Assinalou ainda que o padre foi professor em Tucano e Quijingue e deixou "sua marca como professor que queria transformar a sociedade local. Inquieto, não se limitou às fronteiras locais, partindo no início dos anos 70 para a capital do estado, a fim de cursar Teologia, formando-se em 1976 pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal)".
O deputado conta que o padre Oliveira teve sua primeira experiência sacerdotal entre 1976 e 1978 na paróquia de São Braz no bairro de Plataforma. Em 1979, ele assume a paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Periperi, "onde tem deixado sua marca como padre que utiliza o evangelho para organizar e transformar sua comunidade". Segundo o autor da moção, o religioso foi responsável pela fundação das comunidades de São Francisco, São Cosme e Damião, São José Evangelhista, São Mateus, São Lucas, Santo Antônio, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, São Sebastião, Menino Jesus, Santa Bárbara, São Judas Tadeu e São José Operário.
Yulo Oiticica observa que o padre Oliveira não separou a sua vida cidadã da sua vida sacerdotal. "Ele faz da luta pela cidadania a marca de toda a sua vida, engajando-se no apoio às organizações e movimentos populares, nas lutas sindicais, na política partidária (sendo um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores na Bahia), sempre em defesa dos mais oprimidos, do respeito aos direitos humanos e em especial ao assumir a sua negritude, se colocando contra qualquer tipo de discriminação e pela igualdade étnica", completa.
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