O governo do estado poderá ficar obrigado a proporcionar tratamento especializado, educação e assistência específicas a todos os autistas da Bahia, independentemente da idade. Quem defende tal tese é o deputado Padre Joel (PPS), que para atingir seu objetivo apresentou um projeto de lei na Assembléia Legislativa.
No documento, já protocolado na Secretaria Geral da Mesa, o parlamentar sugere que o governo deva manter unidades específicas para atendimento integrado de saúde e educação a pessoas portadoras de autismo, seja por convênio ou através de parcerias com a iniciativa privada.
De acordo com a proposta do deputado, entre as obrigações do governo deve estar incluída uma série de ações, como a realização de diagnóstico precoce, ou seja, já entre os 14 e 20 meses de idade, porque quanto mais cedo for feito o diagnóstico mais rápida será a intervenção e mais fáceis serão a adaptação e o ensino do autista.
Além disso, Padre Joel entende que o estado deve proporcionar todo o tratamento especializado integrado nas seguintes áreas: comunicação (fonoaudiologia), aprendizado (pedagogia especializada), psicoterapia comportamental (psicologia), psicofarmacologia (psiquiatria infantil), capacitação motora (fisioterapia) e diagnóstico físico constante (neurologia).
O autor do projeto propõe que, no caso de autistas em condições de freqüentar a escola regular, a rede pública e as escolas particulares tenham nos seus quadros funcionais assistentes sociais e orientadores pedagógicos com especialização em atendimento a autistas.
LEGISLAÇÃO
Na justificativa de seu projeto, Padre Joel invoca diversos artigos da Constituição e da Lei Orgânica Nacional, lembrando que são direitos fundamentais das pessoas portadoras de deficiência, dentre outros, receber atendimento especializado, treinamento para o trabalho, acesso aos bens e serviços coletivos e integração social.
A Campanha da Fraternidade 2006, que tem como lema "Levante-te, vem para o meio", segundo o deputado, "bem a propósito chama a atenção da sociedade brasileira para as pessoas com deficiência, frequentemente vítimas de preconceito e discriminação, sobretudo num ambiente competitivo que tende a marginalizar e excluir os que têm menos capacidade individual de se afirmar social e economicamente dentro dos padrões da dita normalidade".
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