Apenas o cumprimento da lei. É isto que pretende o deputado Roberto Carlos (PDT) em sua indicação à Telemar, reivindicando a instalação de telefone público em três localidades espalhadas entre Casa Nova e Juazeiro. Ele cita o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que, em seu artigo 12, inciso IV, estabelece que "cada localidade ainda não atendida pelo serviço telefônico fixo comutado deverá dispor de, pelo menos, um telefone de uso público".
A norma obriga ainda que o aparelho público esteja em local acessível 24 horas por dia e que tenha capacidade de originar e receber chamadas de longa distância nacional e internacional. Ocorre que o mesmo PGMU estabelece uma data-limite para que a operadora comece a oferecer o serviço para comunidades com mais de 100 habitantes e este prazo acabou há três meses: 31 de dezembro de 2005.
O povoado representado pelo pedetista nas indicações com menor número de habitantes é o de Riacho dos Algodões, em Casa Nova, com 300 moradores. Ali, quem precisa se comunicar à distância tem que percorrer 18km até o telefone público mais próximo, explica Roberto Carlos. Com 800 pessoas, a comunidade Jazida Sete, do distrito de Itamotinga, em Juazeiro, também não conta com o serviço, assim como Santa-Fé, onde 1,8 mil habitantes não dispõem de um aparelho sequer.
REDES SOCIAIS