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Deputado quer garantir recursos para tratar dependentes químicos

Publicado em: 31/03/2006 14:43
Editoria: Diário Oficial

Brito apresenta projeto: "O uso abusivo de drogas está no centro de uma catástrofe social"
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Preocupado com o aumento do abuso de drogas entre os jovens, o deputado Gilberto Brito (PL) apresentou projeto de lei para garantir apoio financeiro a entidades e organizações não-governamentais que atuam na assistência e recuperação de dependentes químicos. Só poderão participar do programa entidades sem fins lucrativos, legalmente constituídas e registradas no Conselho Estadual de Assistência Social.

"O uso abusivo de drogas deixou de ser um problema particular e está no centro de uma catástrofe social", observou Brito na justificativa. "Milhares de crianças, adolescentes, jovens e adultos se drogam compulsivamente em suas casas, pelas ruas, guetos, favelas ou sob viadutos em todos municípios do estado. E o que é pior: é cada vez maior o número de pessoas com alto nível de instrução e bom poder aquisitivo fazendo uso social de drogas lícitas e ilícitas, plenamente conscientes das armadilhas em que estão entrando", acrescentou ele.

Para o parlamentar, é necessário e urgente tentar recuperar essa multidão de desajustados. Lembra que, "infelizmente", não é possível encaminhar os dependentes para o tratamento em comunidades terapêuticas multidisciplinares. Nas poucas vezes que isso acontece, pontuou ele, o método e tempo de tratamento são insuficientes para sua recuperação.

Brito lamentou ainda que as entidades de atendimento filantrópico não consigam celebrar convênios com o estado e municípios. "Ficam, portanto, sem condições e recursos financeiros para levar adiante um trabalho extremamente valioso que, aliás, tem alcançado índices de recuperação mais significativos do que os de hospitais e clínicas psiquiátricas". Os municípios também devem aderir ao programa.

O autor do projeto concluiu o documento lembrando que a droga destrói o corpo, cérebro, alma, espírito, auto-estima, personalidade e o caráter dos usuários. Por aí, acrescentou o deputado, pode-se imaginar como é complexo o trabalho de desintoxicação e recuperação de um dependente. "É uma tarefa árdua, que envolve médicos, terapeutas, familiares e a própria sociedade, além do dependente, que deve desejar com todas as suas forças sair daquela situação. Portanto, são no mínimo seis meses de tratamento integral".



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