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Luciano quer ampliar zona considerada livre da aftosa

Publicado em: 03/02/2006 10:24
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista defende que a "zona tampão", situada entre a margem esquerda do Rio São Francisco e os limites de Piauí e Pernambuco, seja reconhecida como zona livre da febre aftosa
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O deputado Luciano Simões (PMDB) quer que a chamada "zona tampão", situada entre a margem esquerda do Rio São Francisco e os limites de Piauí e Pernambuco, seja reconhecida como zona livre da febre aftosa. Em indicação encaminhada ao Ministério da Agricultura, ele argumenta que desde meados da década de 80 a região não apresenta a notificação de nenhum caso da doença.

"A classificação das zonas para erradicação da febre aftosa obedece à lógica do risco existente no local. A ausência prolongada desse risco e a fiscalização existente na fronteira da citada região baiana permitem o reexame da certificação para zona livre", argumentou o deputado no documento.

A atual "zona tampão" abrange os municípios de Formosa do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Campo Alegre de Lourdes, Remanso, Buritirama, Mansidão, Casa Nova e Pilão Arcado. Segundo Simões, as restrições têm provocado forte desestímulo econômico à região, que possui o maior rebanho de caprinos e ovinos da Bahia e um plantel bovino de 220 mil cabeças. "Não há mercado para comercialização e os preços já caíram 25% em relação aos valores de mercado nas zonas livres."

REIVINDICAÇÃO

O parlamentar baiano argumenta que, em fevereiro de 2001, o governo liberou a circulação de gado nas fronteiras de Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, até então consideradas zonas tampão, para além de estados livres de febre aftosa. A medida, continuou ele, foi tomada após menos de dois anos sem incidência de aftosa nessas áreas.

Ele lembrou ainda que a liberação para comercialização de animais, carne e demais produtos nos mercados do circuito pecuniário que já se encontram livre da doença é uma reivindicação antiga dos criadores e da comunidade local. "Reforça a reivindicação regional a existência de acesso da referida zona tampão para qualquer parte do território nacional livre de febre aftosa", afirmou Simões, explicando que a estrada que corta o lago de Sobradinho acabou com a necessidade do trânsito ser feito por Pernambuco, onde ainda existe a doença.



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