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Bira reverencia Mãe Menininha do Gantois

Publicado em: 16/02/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Petista destacou também a inauguração do Memorial que leva o nome de Maria Escolástica Conceição Nazaré
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Os 123 anos de Mãe Menininha do Gantois e a Inauguração do Memorial que leva seu nome no Terreiro do Gantois na Federação, inaugurado no último dia 10 de fevereiro, foram celebrados na Assembleia Legislativa, através de moção de aplausos apresentada pelo deputado Bira Corôa (PT). “A presente homenagem é fruto do reconhecimento desta Casa Legislativa em valorizar todo empenho e dedicação de umas das mães de santo mais reconhecidas e importantes do Brasil”, afirmou o deputado.

Maria Escolástica Conceição Nazaré, carinhosamente chamada Mãe Menininha do Gantois, foi uma das grandes defensoras da preservação dos cultos Afro-brasileiros depois da abolição, principalmente nos espaços do Engenho Velho ou a Casa Branca, o terreiro mais antigo da Bahia. Mãe Menininha nasceu em 10 de fevereiro de 1894. Segundo Bira Corôa, a religiosa abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos, uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento. Mas, afinal, como disse um bispo progressista na Igreja Católica, “Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas”.  

 Em sua homenagem foi criado em 1992 o Memorial Mãe Menininha do Gantois, localizado no Ilê Iyá Omi Axé Iyamasé, mais conhecido com Terreiro do Gantois, espaço sagrado tombado pelo Ministério da Cultura através do Iphan.  “O Memorial é mais que uma homenagem a Yalorixá que sempre teve uma perspectiva de preservação do patrimônio imaterial das Religiões de Matriz Africana, com seus ritos, assim como do aspecto material, deixando um acervo de valor inestimável  rico em peças civis e religiosas”, completou o deputado.  

O acervo do Memorial contém mais de 500 peças, num estilo característico de coleção aberta, dividida em três núcleos expositivos: o espaço da mulher, Maria Escolástica; o espaço da sacerdotisa, Mãe Menininha, e a ambientação do seu aposento. Sua coleção está classificada em: mobiliário, imaginária, indumentária, objetos de uso pessoal, atributos, louça, documentos e fotografias. 


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