Deputado afirma que salários justos proporcionarão orgulho e estímulo aos profissionais
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Uma revisão global dos salários pagos aos policiais civis e militares da Bahia foi solicitada ao governador Paulo Souto na Assembléia Legislativa pelo deputado Sargento Isidório (PSC). Um dos representantes desses profissionais na Casa, o parlamentar detalhou a sua proposta numa indicação que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa. Sargento licenciado da Polícia Militar, ele traçou um quadro dramático da remuneração paga aos integrantes da corporação ? em todas as graduações ? e também do pessoal da Polícia Civil, sejam escrivães, agentes ou peritos, assim como os agentes penitenciários ou outros que exerçam funções assemelhadas, defendendo ainda a incorporação de gratificações que, a seu ver, distorcem a realidade salarial do pessoal da área de segurança pública.
Para o deputado do PSC, é necessário o estabelecimento de um piso salarial justo que "orgulhe e estimule esses profissionais, permitindo-lhes exercer as suas funções, espinhosas e perigosas ? mas de suma importância para a coletividade ? com tranquilidade". O parlamentar incluiu na indicação um apelo em favor da conclusão do projeto de Lei Orgânica da Polícia Civil, que precisa ser redigido com a participação de seus representantes. Ele adverte que já há algum tempo policiais e agentes se mobilizam ordeiramente buscando seus direitos e melhorias salariais, salientando inclusive a participação dos delegados (que articularam movimento grevista) nessa direção. O parlamentar lembra que é grande o contingente de policiais, cerca de 35 mil, e que sendo a Bahia o quinto maior PIB do país precisa melhorar o padrão de vida desses profissionais.
QUALIFICAÇÃO
Sargento Isidório frisa a alta qualificação dos policiais baianos que, antes de serem admitidos no serviço público estadual, precisam ser aprovados em concorridos concursos públicos, sendo em sua grande maioria profissionais de nível superior e que trabalham com honradez. Ele cotejou a remuneração do pessoal lotado no sistema de segurança pública com o vigente para a magistratura, Ministério Público e para a Defensoria, cobrando do chefe do Executivo o encaminhamento de projeto de lei ao parlamento, com urgência, para corrigir os salários "aviltados" e a injustiça que atinge a todos que laboram na área de segurança pública.
No segmento final do documento que protocolou na Assembléia Legislativa, o deputado alerta a sociedade baiana para o risco "que essa insatisfação salarial pode carrear", pois os delegados de polícia já estão em greve e já existe uma deliberação para uma paralisação de 48 horas de toda a Polícia Civil. Para ele, trata-se de um "sinal de perigo" para a eclosão de uma greve geral no sistema que prejudicaria a todos os cidadãos, inclusive os integrantes desse sistema que nada mais fazem do que lutar, dentro da lei, pela melhoria de suas condições de vida.
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