A passagem dos 50 anos do Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR), comemorado no último dia 16 de janeiro, foi lembrado por três deputados na Assembléia Legislativa. Eliel Santana (PSC), Tude (PFL) e Márcio Marinho (PL) apresentaram moções de congratulações ao Instituto, que atende a pacientes com disfunções motoras.
Nos documentos já protocolados na Secretaria Geral da Mesa, os parlamentares lembraram que o IBR foi criado em 1956 por um grupo de baianos liderados pelo Dr. Fernando Nova. Além de oferecer serviços de reabilitação física e psicológica, o instituto também atua com o objetivo de viabilizar a reintegração social do indivíduo portador de seqüelas.
"No decorrer de algumas décadas, o IBR trabalhou muito para os baianos, mas atravessou graves crises financeiras, chegando quase ao fechamento de suas portas", relatou Tude na moção. Ele destacou a importância da mobilização da sociedade baiana, que reivindicou a continuidade dos serviços prestados pelo instituto.
Tude lembrou ainda que, depois de um processo de intervenção, requerido pelo SindSaúde, o governo da Bahia passou o IBR para a administração da Fundação José Silveira em 2003 ? instituição com larga e reconhecida experiência no campo da saúde e assistência social.
Já o deputado Eliel Santana destacou que atualmente o IBR atende uma média de três mil pacientes por mês. Esses atendimentos englobam prestação de serviços em áreas especializadas tais como: consultas médicas (fisiatria, ortopedia, neurologia e urologia), fisioterapia, estimulação precoce, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, hidroterapia, hidroginástica, odontologia, serviço social, escola especial, oficina ortopédica, dentre outros.
"Além dos serviços especializados, o IBR desenvolve diversas ações na área social", afirmou Eliel, citando como exemplos a distribuição mensal de 2.550 litros de leite e 7.200 pães de soja para 180 famílias cadastradas e a promoção de oficinas gratuitas de arte, com cursos de biscuit, pintura, ikebana, dentre outros, para pacientes que estão se reabilitando.
Por sua vez, Márcio Marinho falou que muitos desconhecem a importância de um trabalho como o que ali se realiza. "Só uma mãe que vê seu filho portador de deficiência auditiva retornar à escola podendo ouvir a voz da professora e dos seus colegas, não mais se sentindo discriminado pelo seu problema, mas sendo capaz de interagir com colegas em igualdade de condições, conhece a importância desse trabalho".
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