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Sessão vai comemorar os 50 anos da Tropicália

Publicado em: 09/02/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

A homenagem ao movimento foi proposta pela socialista Fabíola Mansur
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Os 50 anos da Tropicália devem ser lembrados pela Assembleia Legislativa em sessão especial proposta pela deputada Fabíola Mansur (PSB). A deputada lembra que o Tropicalismo “surgiu sob a influência de cultura pop rock e manifestações de vanguarda através de Caetano, Gil, Tom Zé, Mutantes, Gal Costa e Hélio Oiticica, grandes representantes do movimento”. 

No final da década de 1960, relembra Mansur, “nasceu no Brasil um movimento musical que rompeu e estremeceu a música popular e a cultura brasileira: O Tropicalismo. Frequente em outras esferas culturais de expressões artísticas, o movimento foi responsável pela modernização da arte produzida no país. Teve seu início no Festival de Música Popular realizado pela TV Record em 1967.

O Tropicalismo “teve grande influência da cultura pop brasileira, da cultura internacional e de correntes de vanguarda. As letras das músicas possuíam um tom poético, elaborando críticas sociais e abordando o quadro crítico e complexo do país de uma forma inovadora e criativa”. O som da guitarra elétrica “convivia com violinos e com o berimbau. Era o resgate das ações de Oswald de Andrade, que pregava o retorno às raízes das tradições nacionais através do seu movimento antropofágico”.

O movimento tropicalista, analisa a deputada, “transformou não só a música e a política, mas também a moral e o comportamento da sociedade. Os artistas caracterizavam-se pelo excesso. Usavam roupas coloridas e cabelos compridos, absorvendo desta forma a cultura hippie. Mas eles tinham a intenção de chocar o público e por meio de performances no palco protestavam contra a música brasileira conservadora”.

MODERNIDADE 

Esse rompimento “aprofundou o contato com formas populares ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época”. O movimento durou pouco mais de um ano “e acabou reprimido pelo governo militar”. Em dezembro de 1968, Gilberto Gil e Caetano Veloso foram presos, dando fim ao movimento. 

A cultura brasileira ficou marcada para sempre pela descoberta da modernidade”, conclui Fabíola Mansur, que está propondo a sessão para “celebrar a história, homenagear aqueles que a protagonizaram, resgatar a essência da vida política e mostrar à sociedade que nem tudo está perdido para aqueles que acreditam num futuro melhor para todos nós brasileiros”.



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