MÍDIA CENTER

Colegiado batalhou em 2016 pelo fortalecimento do esporte

Publicado em: 08/02/2017 00:00
Editoria: Diário Oficial

Presidida por Bobô, comissão realizou diversas sessões e audiências públicas com gestores e atletas
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Determinado a manter postura firme em defesa do esporte baiano, o presidente da Comissão Especial de Deporto, Paradesporto e Lazer da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Bobô (PC do B), defendeu durante todo o ano de 2016 a criação de políticas públicas que contemplam o “fortalecimento do esporte, especialmente das modalidades olímpicas”. Por isto, o colegiado realizou audiências públicas, ouviu dirigentes esportivos e governamentais, discutiu a situação de atletas e ex-atletas baianos e defendeu a reativação do programa Sua Nota é um Show em benefício do futebol baiano.

O basquete de alto rendimento, por exemplo, foi tema de audiência pública na comissão. Os deputados ouviram atletas e representantes de times e associações e receberam um pedido: que seja renovado o apoio financeiro do governo do Estado para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Esporte e Cultura, organização não-governamental que executa desde 2013 o Projeto de Basquete de Alto Rendimento da Bahia e que elevou o estado às primeiras divisões da modalidade. 

Para o deputado Bobô, um dos grandes problemas do esporte é encontrar profissionais capacitados, além do alto custo da atividade, mas considera que avanços foram conquistados, como a criação de um time a partir de parceria entre a Universo e o Esporte Clube Vitória, que tem jogos por vezes transmitidos pelo Sport TV. “É a Bahia no cenário nacional, na liga principal”, festeja o presidente da comissão. 

SAÚDE

Preocupados com a situação de ex-atletas, os deputados membros do colegiado analisaram a incidência da hepatite C entre ex-jogadores. Os números são preocupantes: 180 milhões de pessoas no mundo têm este tipo de hepatite. No Brasil há 2 milhões de doentes, embora somente 100 mil tenham sido diagnosticados. Os dados foram revelados pelo hematologista Raimundo Paraná à Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer, em audiência pública cujo tema foi “Hepatite C: Vamos virar este jogo”. 

Somente na Bahia já foram diagnosticados 55 casos de ex-jogadores de futebol contaminados pelo vírus. Os jogadores foram infectados nas décadas de 1970 e 1980, possivelmente por seringas de vidro comumente utilizadas em tratamentos como infiltração em joelhos ou aplicação de glicose. Há casos que exigem transplante de fígado, única alternativa quando a doença já evoluiu a ponto de manifestar sintomas. E isto pode levar 40 anos para acontecer.

FUTEBOL

Ainda tendo o futebol como foco, jogadores, comissão técnica, representantes da Liga Santo Amarense de Futebol e o então vice-prefeito de Santo Amaro, Leo Pacheco, foram homenageados pela conquista do Campeonato Intermunicipal de Futebol 2015, após 23 anos do último título. Para beneficiar o esporte, a comissão debateu e defendeu a volta do programa Sua Nota é um Show. A audiência pública realizada pela Comissão de Desporto contou com a participação de ex-jogadores, da Federação Baiana de Futebol (FBF), presidentes de times e representantes do governo estadual. 

Para o presidente do colegiado, o programa é importante tanto para o esporte, quanto para a arrecadação tributária do governo. “É preciso enfrentar as dificuldades financeiras com mecanismos eficazes. E o Sua Nota é um Show mostrou que pode contribuir com o Estado. Ele estimula e educa a população para pedir nota fiscal, ajudando na arrecadação de mais impostos para o governo investir no esporte”. Para o parlamentar, é importante aprimorar o programa, corrigir distorções e usar melhor as novas tecnologias. 

ESCOLAS

Mas não é só no campo que o esporte é importante. Para a Comissão de Desporto, Paradesporto e Lazer, ele é uma poderosa ferramenta de inclusão social e transformação de vidas. Este foi o tom da audiência pública sobre as Olimpíadas Estudantis, que contou com presença de professores, estudantes de escolas públicas de Salvador e de dirigentes da Sudesb e da Secretaria Estadual de Educação. Paulo César, representante da Sudesb, ressaltou que é na escola que tudo começa e também defendeu a criação da Secretaria de Esporte na estrutura de governo.

Representando a Secretaria de Educação, o professor José Fernandes destacou o papel da comissão na articulação das demandas do esporte no Parlamento e anunciou que já foram realizadas as etapas municipais e zonais preparatórias aos jogos estaduais. A ideia, disse, “é unificar jogos e olimpíadas nas modalidades individuais e coletivas. É preciso maior sensibilidade dos prefeitos e das escolas para desenvolverem o esporte estudantil”, pontuou.

INCLUSÃO

Na análise do presidente do colegiado, “construiremos uma sociedade melhor através da educação, do esporte e da cultura. É essencial que os jovens cobrem dos poderes públicos mais direitos”, afirma Bobô. E para colocar o esporte como ferramenta de inclusão social e política de Estado, mais uma audiência pública foi realizada, desta vez com a presença de representantes do programa Pacto Pela Vida, da Sudesb e da Diretoria de Esporte de Salvador. 

“Queremos que os poderes públicos e a sociedade assimilem a importância do esporte para promover inclusão social e transformar vidas, contribuindo assim para termos um país melhor. Muitas vezes, com pouco investimento, se beneficia milhares de crianças e jovens”, é o que defende o presidente da comissão, que fez questão de destacar também o papel dos medalhistas e atletas baianos que ajudaram o Brasil a conquistar o maior número de medalhas na história dos Jogos Olímpicos. 

Em Moção de Aplauso ele elogiou os atletas baianos medalhistas nas Olimpíadas Rio 2016: Robson Donato Conceição (medalha de ouro no boxe), Isaquias Queiroz dos Santos (duas medalhas de prata e uma de bronze na canoagem), Erlon de Souza Silva (medalha de prata na canoagem classe 2, com Isaquias) e Walace Souza Silva (medalha de ouro no futebol masculino). 

Bobô defende a tese de que só existe política pública efetiva a partir de uma secretaria com orçamento específico para desenvolver o setor pelo qual é responsável. E em busca deste objetivo, a comissão deu seguimento ao calendário de audiências públicas. Uma delas debateu os esportes radicais na Bahia, por entender que eles não têm a visibilidade e o apoio necessários. Maior apoio para entidades e competições de esportes radicais na Bahia foi a tônica da audiência, que contou com a presença de atletas, dirigentes esportivos e de Luiz Carlos Castro, representante da Bahiatursa, que tem o esporte como um dos segmentos trabalhados dentro do turismo. 

“Temos vários destinos turísticos que abrigam competições radicais. Nosso desafio é reforçar mais a relação turismo esporte, um chamariz para inclusão social”, frisou. Este ano haverá uma competição de karatê com 3 mil pessoas. Deputados e atletas esperam contar com o apoio do governo estadual.


Compartilhar: