Artistas plásticos, acadêmicos, museólogos, escritores, professores e autoridades lotaram a Paulo Darzé Galeria de Arte no lançamento do livro “Registros de Passagem”, do artista plástico Sérgio Rabinovitz, com texto do escritor e crítico Claudius Portugal. Compareceram cerca de 500 personaliades, sendo unânime os elogios à obra e ao Programa Cultural da Assembleia Legislativa.
O presidente Marcelo Nilo não pode comparecer, pois tinha compromisso no interior com o governador Rui Costa, sendo representado pelo assessor para Assuntos de Cultura do Legislativo, professor Délio Pinheiro, que entende como sinal de maturidade do Programa Cultural da Casa a edição de uma obra do nível de “Registros de Passagem”.
QUALIDADE
Para o presidente Marcelo Nilo, obras inéditas da qualidade desse trabalho de Sérgio Rabinovitz e Claudius Portugal, é um marco na produção editorial do Legislativo que estende a sofisticada estética de Rabinovitz a um público que não tem acesso a galerias de arte e a moderna arte plástica baiana – na melhor tradição de Carybé, outro artista de minimalista no traço e compromissado com Salvador, com a Bahia e com a baianidade.
Autor da elogiada capa da Constituição Estadual de 1989, Sérgio Rabinovitz destacou a importância do programa editorial do Legislativo, exortando a Mesa Diretora a dar prosseguimento nesse trabalho pioneiro. Esse trabalho, em preto e branco, foi concebido em traços rápidos (com pincel atômico).
Foi também nessa linha a posição de Claudius Portugal, que lembrou a publicação apenas na gestão Marcelo Nilo de mais de 200 livros e frisou a importância de outro lançamento recente (a que compareceu) de “Ventos de Verão”, que reúne telas de Mendonça Filho com textos da poetisa Myriam Fraga – um produto sofisticado e belo. “As Linhas de uma Cidade”, texto de Portugal que completa os desenhos do amigo, por assim dizer, decompõe o delicado trabalho do artista plástico Rabinovitz.
Portugal anotou com poesia na contracapa: – Em “Registros de Passagem”, Sérgio Rabinovitz desenha a sua terra e o mistério que dela emana, trafegando entre o figurativo e a abstração, num projeto poético onde o tema apenas marca uma visão sobre o espaço e o tempo baiano.
GÊNESE
O programa editorial da Assembleia foi instituído com lançamentos sistemáticos na gestão do presidente Antônio Honorato, em 1998, com o livro “Pau de Colher – Um Pequeno Canudos”, de Raimundo Estrela. Esse trabalho foi ampliado pelo então presidente Clóvis Ferraz, até ser guindado na presidência Marcelo Nilo a patamar de prioridade, convertendo-se numa ferramenta de cultura e não uma mera ação de marketing cultural. Este lançamento é o de número 216º de sua gestão, o que soma mais de dois livros mensais.
“Registros de Passagem” foi editado pela P55 Comunicação. Em tamanho 28x28 centímetros, cerca de 100 páginas, em capa dura e papel couchê, a obra foi autografada pelos autores (amigos de infância) durante quatro horas em um trabalho em que mais de 400 exemplares foram distribuídos.
Na galeria parte dos desenhos constantes da publicação foram emoldurados pelo autor e expostos aos visitantes.
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