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Assembleia celebra os 63 anos dos Alcoólicos Anônimos

Publicado em: 03/12/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

A Mesa dos Trabalhos contou com a participação do idealizador da sessão e de representantes do AA e de autoridades
Foto: Arquivo/Agência-Alba
 Em sessão especial proposta pelo deputado Marcelino Galo (PT), a Assembleia Legislativa homenageou, na manhã da última sexta-feira, os 63 anos dos Alcoólicos Anônimos na Bahia. A instituição, que realiza um importante  trabalho social, é considerada uma irmandade de homens e mulheres que compartilham suas experiências, forças e esperanças com o objetivo de resolver problemas em comum e ajudar outros a se recuperarem do alcoolismo.

 A sessão contou com a participação de uma grande quantidade de pessoas. O único requisito para ser tornar integrante dos A.A. como também é denominada a instituição, é o desejo de parar de beber. A mesa, que conduziu o evento, contou, além do deputado Marcelino Galo, com a presença da diretora de gestão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Liliane Mascarenhas Silveira, que representou o governador Rui Costa; a capitã PM Lucimar Teles de Oliveira, representando o coronel Anselmo Brandão, comandante da Polícia Militar do Estado e do dirigente da A.A. Carlos Alberto Moreira.

“Essa sessão foi proposta para atender as reivindicações de alguns membros da A.A. e acolhemos a solicitação pelo trabalho solidário, humano e social expressivo que merece esta homenagem. Na verdade  uma das maiores qualidades do ser humano é a solidariedade”, disse o deputado Marcelino Galo.

 O parlamentar ainda ressaltou que o povo baiano, através da Assembleia, estava homenageando com justiça a instituição que presta relevantes serviços sociais há 63 anos na Bahia e 88 anos no Brasil.
 Já o dirigente da instituição, Carlos Alberto Moreira, em seu pronunciamento, fez um relato minucioso dos objetivos da instituição e o que representa a mesma.

 “Alcoólicos Anônimos também denominado de AA, nome mais popular do grupo conhecido mundialmente, é uma comunidade formada por homens e mulheres com caráter voluntário, que se reúnem semanalmente para alcançar e manter a sobriedade através da abstinência total da ingestão de bebidas alcoólicas. A irmandade, que segundo afirma  seus membros, não é seita, religião nem movimento político, portanto não apoia nem combate qualquer causa, surgiu inicialmente nos Estados Unidos, em 1935, quando um corretor e um médico cirurgião,  ambos com grave problema de alcoolismo, decidiram criar um grupo para apoiar pessoas iguais a eles”.
  O membro do A.A. ainda afirmou que “posteriormente a instituição se espalhou por todo o mundo, chegando ao Brasil entre  1946 e 1947”.
 A representante do governador Rui Costa,  a assistente social Liliane Mascarenhas, da Sesab, também com muita experiência no tratamento para combater o alcoolismo, explicou que alguns fatores vêm proporcionando o crescimento desta doença, inclusive o desemprego, além dos fatores orgânicos. Por isso, uma das grandes preocupações do governo do Estado, tanto por parte do secretário Fábio Vilas-Boas da Sesab quanto do governador Rui Costa é lutar contra a doença na Bahia. “ Parabenizo essa luta dos A.A. e essa sessão especial muito bem programada”. 

DOENÇA

O alcoolismo é considerada uma doença física, mental e espiritual, progressiva, incurável e de término fatal. Para se tornar membro da instituição, o único requisito necessário é o desejo de parar de beber. Não existem taxas ou mensalidades, pois a entidade é autossuficiente, graças às próprias contribuições dos seus integrantes. A AA  não está ligada a nenhuma organização e propósito primordial dos seus membros é  manter-se sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade. 



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