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Assembleia lança hoje livro de Myriam Fraga

Publicado em: 30/11/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Lançamento ocorre na Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A Assembleia Legislativa da Bahia, em mais uma parceria com a Fundação Casa de Jorge Amado, lança hoje, às 11h, na Fundação Casa de Jorge Amado, no Largo do Pelourinho, o livro “Ventos de Verão”, uma coletânea de crônicas da escritora Myriam Fraga, inspiradas em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, lugar que a autora tinha grande apreço.

A obra, que tem 108 páginas, reúne 28 crônicas que inicialmente foram publicadas na coluna do jornal A Tarde “Linha D’Água”, assinada por Myriam durante 20 anos. Somada às crônicas, o livro traz 13 ilustrações do pintor Mendonça Filho, que retratam as prais, momentos do cotidiano dos pescadores e moradores do povoado de Mar Grande e Itaparica.

Em harmonia com as telas de Mendonça Filho, os textos de Myriam descrevem sensações e vivencias de uma Bahia da época dos saveiros, do Recôncavo pulsante e de uma ilha de paisagens ímpares, um cenário magnífico como descreve a autora no texto Inspiração, no qual ela ressalta toda beleza e graça de uma manhã de sol em Mar Grande. Nas crônicas, Myriam deixa explícito sua íntima relação com os lugares e o prazer da observação.

A escritora baiana que foi membro da Academia de Letras da Bahia, da Associação Bahiana de Imprensa e sempre atuou em prol das artes da Bahia, ao longo dos 30 anos em que esteve à frente da diretoria executiva da Fundação Casa de Jorge Amado, atuou intensamente como produtora cultural. Como legado poético Myriam deixa mais de oito obras, que se somam à sua participação em inúmeros outros livros e coletâneas. Myriam deixou a literatura baiana em fevereiro de 2016 aos 79 anos.

Manoel Ignácio de Mendonça Filho é um dos grandes nomes da pintura baiana, o pintor expôs seus trabalhos no Brasil e no exterior, foi professor e diretor da Escolas de Belas Artes da Bahia e membro da Academia Brasileira de Belas Artes. Aclamado pela imprensa como “O pintor dos mares e céus da Bahia”. Para o poeta e jornalista Menotti Del Picchia, Mendonça Filho era um “Mestre de luz e de cor”, que registrou em suas telas aspectos geográficos e sociais de uma Bahia que não existe mais, retratada até 1964, quando Mendonça filho deu suas últimas pinceladas.



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