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Aniversário do Lacen é tema de evento no Legislativo

Publicado em: 25/11/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Sessão foi proposta pela socialista Fabíola Mansur. Mesa de Honra dos Trabalhos foi composta por parlamentares e integrantes da instituição
Foto: NeusaMenezes/Agência-Alba
Homenagear uma instituição é sobretudo homenagear as pessoas que fizeram e fazem parte de sua história. Foi isso que fez a deputada Fabíola Mansur (PSB) na sessão especial, realizada na manhã de ontem na Assembleia Legislativa da Bahia, que marcou a passagem dos 101 anos do  Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz, o Lacen-Ba.

Durante toda sessão,  proposta pela socialista, os discursos foram intercalados com homenagens a farmacêuticos e outros profissionais que fizeram a história do Lacen. Os ex-diretores  foram lembrados e o fundador, professor Gonçalo Moniz, foi representado pela neta, a jornalista e atriz Maria de Conceição Moniz, que aos 81 anos recebeu flores das mãos da parlamentar. 

O evento foi acompanhado pelo secretário e subsecretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas e Roberto Badaró, respectivamente. Além deles, estiveram presentes na Assembleia Legislativa na manhã de ontem a atual diretora do Lacen, Zuinara Pereira Gusmão Maia, a superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia, Ita de Cácia Aguiar Cunha e dezenas de funcionários que ajudam a fazer do Lacen referência de laboratório no Brasil.
Em seu discurso que abriu a sessão, Fabíola Mansur explicou que o Lacen é uma unidade de vigilância laboratorial, que compreende um conjunto de ações transversais aos demais sistemas de vigilância em saúde. Segundo ela, há 101 anos essas ações propiciam o conhecimento e investigação de agravos e verificação da qualidade de produtos de interesse de saúde pública, através de estudos e muita pesquisa.

“O Lacen está mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos”, lembrou a deputada, em sua fala. “Sabe o acarajé que adoramos? O Lacen já realizou análises para saber a qualidade dele e, sempre que provocados pela vigilância sanitária, eles realizam essas análises, seja de alimentos, medicamentos, cosméticos, da água”, exemplificou.

De acordo com Fabíola, o Lacen realiza exames de zika, dengue, chikungunya, rubéola, toxoplasmose, sarampo, febre amarela e tantas outras doenças. Além disso, é o laboratório oficial para confirmação de casos de meningite e monitoramento dos pacientes com HIV. 

A diretora Zuinara Pereira Gusmão Maia, também apresentou números que mostram a importância do laboratório. “Além de ser uma unidade de referência para exames de média e alta complexidade, cuja produção anual já superou a marca de 1,5 milhão de análises por ano, o Lacen concebeu e coordena a Rede Estadual de Laboratórios de Saúde Pública (Relsp)”, afirmou. Segundo Zuinara, atualmente esta rede é composta por uma unidade central (o próprio Lacen) e 12 unidades descentralizadas, sendo 11 laboratórios municipais de referência regional.
“A constituição dessa rede ancora-se nos princípios organizativos do SUS de descentralização e regionalização, com vistas a organizar na Bahia serviços de saúde nos diferentes níveis de complexidade, de modo a proporcionar ganhos de escala e escopo e garantir a todo o cidadão a universidade do acesso e a integralidade da atenção à saúde, sendo esta portanto a nossa missão”, explicou ela.

Para o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, o Lacen se mostra cada vez mais importante com o surgimento de novas doenças ou o ressurgimento de doenças que estavam desaparecidas. “O fenômeno da globalização ocasionou a troca muito rápida de cargas e pessoas de um país para outro, o que facilita muito a disseminação de novas doenças”, explicou o secretário, acrescentando: “Por isso, é fundamental que essas ações sejam apoiadas pelo governo”.
Já o subsecretário Roberto Badaró lembrou que a Bahia é um dos estados mais preparados para o controle de doença por causa da existência do  Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz. Como exemplo, ele citou que no estado não houve nenhuma morte pela síndrome Paralisante de Guillain Barré, causado pelo vírus da Zika e chikungunya, enquanto no resto país houve 46 mortes. “Esse laboratório tem importância estratégica para saúde do estado”, afirmou.

A superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia, Ita de Cácia Aguiar Cunha, reforçou a importância do Lacen para o estado e parabenizou a atual equipe pela dedicação e compromisso com a saúde pública. “De centro de pesquisas e estudos, no início, para centro de referência para diagnóstico de eventos de interesse para saúde pública, é notório que o Lacen tem implementado nas últimas décadas mudanças significativas que proporcionaram experiência cumulativa de aprendizado e desenvolvimento organizacional”.

O criador do laboratório também foi lembrado na sessão. Grande expressão da medicina baiana, Gonçalo Moniz Sodré de Aragão foi nomeado, em 1899, para montar e dirigir o Gabinete de Análise e Pesquisas Bacterilógicas, voltado para a verificação de obtidos e controle das doenças infecto-contagiosas de caráter epidêmico, que deu origem ao Lacen-Ba.


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