O presidente Marcelo Nilo representou a Assembleia na solenidade de lançamento do livro “A proteção legal dos terreiros de Candomblé: da repressão policial ao reconhecimento como patrimônio histórico-cultural”, escrito pelo desembargador Lidivaldo Britto. A extensa obra, cerca de 700 páginas, trata da luta que a população afrodescendente desenvolveu para conquistar a liberdade religiosa.
O presidente do Legislativo elogiou a extensa pesquisa do autor, ex-chefe do Ministério Público Estadual, sobre a discriminação étnico-religiosa vigente até muito pouco tempo atrás. Católico praticante, Marcelo Nilo considera “absurda” a simples hipótese de um veto ou patrulhamento da prática religiosa – uma opção íntima e que deve absolutamente livre, frisou.
Para ele, qualquer tipo de preconceito deve ser repudiado com vigor e o trabalho de Lidivaldo Britto se insere nesse contexto, pois o conhecimento da história é indispensável para que os erros não se repitam.Editada pela Kawo-Kabiyesile, a obra de Lidivaldo Britto propõe um debate acerca das lutas travadas pelos candomblecistas ao longo da história do Brasil por reconhecimento, respeito e manutenção de seus espaços e suas práticas religiosas na Bahia.
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