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Assembleia concede a Paulo Paim Título de Cidadão Baiano

Publicado em: 19/11/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

O senador gaúcho exibiu com orgulho a honraria que recebeu da Casa Legislativa, a partir da iniciativa proposta pela deputada petista Fátima Nunes
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Autor de projetos como Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), Estatuto da Pessoa com Deficiência e Estatuto da Igualdade Racial, o senador Paulo Paim (PT) recebeu ontem, dia 18 de novembro, o Título de Cidadão Baiano em sessão especial que aconteceu no Plenário do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães, na Assembleia Legislativa da Bahia. Autora da proposição, a deputada estadual Fátima Nunes (PT) contou que foi com muita satisfação que apresentou o projeto de resolução para entrega da honraria ao senador Paim. “Um militante, com acentuada dedicação pelo social e respeito pelo país, sempre em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos aposentados e pensionistas, servidores públicos e assalariados”, afirmou a petista.

Segundo Fátima Nunes, Paulo Paim é dono de uma história pessoal e política marcada pela incessante luta em prol da justiça social e da igualdade, em que defende com garra os direitos dos cidadãos brasileiros e de todos aqueles que, de alguma forma, são discriminados em nossa sociedade. “Ao ver tantos companheiros de caminhada reunidos nessa sessão de homenagem, o semblante de cada rosto nos anima a continuar a luta”, afirmou a deputada.

O senador Paulo Paim, o mais novo baiano, afirmou que a sua relação com a Bahia começou há muitos anos, como sindicalista, depois deputado federal e senador. “Hoje meu coração bate mais forte. Eu que sou o único senador negro do Congresso Nacional me sinto com mais coragem para continuar o combate no Parlamento e fora dele”, afirmou. 

Paulo Paim afirmou que o país vive um momento em que a democracia foi atacada e que os direitos dos brasileiros conquistados há décadas, como a CLT estão sendo atacados. “O povo precisa e quer saber quem representa as grandes causas”, afirmou o senador petista. “Se não tivesse nascido no Rio Grande do Sul gostaria, certamente, de ser baiano. E hoje isto está se tornando realidade”, ressaltou.

HISTÓRIA 

Nono filho do casal Itália Ventura da Silva Paim e Ignácio Alves Paim, Paulo Paim, que nasceu no dia 15 de março de 1950, em Caxias do Sul (RS), começou a trabalhar muito cedo. Aos oito anos, amassou barro em uma fábrica de vasos, depois foi vendedor de quadros e marceneiro. Aos doze anos, auxiliou seu tio trabalhando na feira livre, em Porto Alegre. Após essa experiência, Paim iniciou o estudo no ensino técnico profissionalizante do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), vaga conquistada por seu pai.

Ao concluir o estudo, o caxiense iniciou sua vida profissional como operador metalúrgico profissional, lutando pelos direitos dos trabalhadores, o que o levou à  liderança sindical. Devido a força da ditadura da época, ao participar de uma passeata em defesa da democracia, perdeu o cargo de presidente.

Conhecendo cada vez mais a dificuldade dos desempregados, aposentados e trabalhadores, Paim passou cada a se envolver com o movimento sindical, tornando-se presidente do Sindicado dos Metalúrgicos de Canoas, da Central Estadual de Trabalhadores e secretário-geral e vice-presidente da CUT Nacional.

Em 1986, foi eleito deputado federal para dar prosseguimento a sua luta pelos direitos da população, sendo o parlamentar mais votado da Região Sul do país. Foi reeleito por quatro mandatos. A luta da Assembleia Nacional Constituinte foi um dos marcos de sua história. Em 2003 assumiu a vaga de senador, sendo eleito com mais de dois milhões e cem mil votos. Atuou como vice-presidente da Casa por dois anos e no biênio 2007/2008 assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Em oito anos de Senado apresentou mais de mil propostas. 

Participaram do evento Marcelino Galo (PT), Pastor Sargento Isidório (PDT), Bira Corôa (PT), deputados federais, o ex-governador Waldir Pires, entre outras civis e militares. 


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