O resultado das eleições municipais vai alterar a composição da Assembleia Legislativa, pois cinco dos 12 deputados estaduais que concorreram aos cargos de prefeito e vice-prefeito venceram as eleições. O quadro ficou completo no último domingo, dia 30 de outubro, quando o peemedebista Herzem Gusmão venceu o pleito em Vitória da Conquista, única cidade da Bahia que realizou eleições em 2º turno.
As substituições no Poder Legislativo são complexas, pois muitos suplentes lograram vitórias eleitorais agora, estendo para os seguintes a assunção aos mandatos como deputados estaduais. As posses de todos só ocorrerão quando os titulares forem renunciando (com publicação no Caderno do Legislativo do Diário Oficial), respectivamente, aos seus mandatos e os suplentes imediatos decidindo se assumirão ou não essas cadeiras.
COMPLEXIDADE
Até o presente momento, a situação mais provável aponta para as presenças no Legislativo como deputados dos atuais suplentes Bira Corôa (PT), Ângelo Almeida (PSB) e Mário Jacó (PT). Além de Heber Santana (PSC) e Uziel Bueno (PTN) – dada à cascata gerada pela preferência dos eleitos (inclusive suplentes) por seus novos cargos (Heber Santana seria uma exceção a esta tendência) que engloba Mirela Macedo, Luiz de Deus, Temóteo Alves de Brito, Bruno Reis, Herzem Gusmão, Elinaldo e Jânio Natal.
A vitória de seu correligionário Bruno Reis, vice-prefeito eleito da capital, garantiria uma cadeira no Legislativo para ele que assumirá a prefeitura da terceira cidade baiana (populacionalmente) em primeiro de janeiro. O pleito em Vitória da Conquista determinou que o deputado Zé Raimundo (PT), ex-prefeito da cidade em duas oportunidades, permaneça no exercício do mandato de deputado estadual.
Entre os deputados estaduais vitoriosos está Robério Oliveira (PSD), eleito pela terceira vez em Eunápolis, no Extremo Sul da Bahia, com 46% das intenções dos votos. Ele foi eleito para a Assembleia Legislativa pela mesma coligação do deputado Rogério Andrade (PSD) – prefeito eleito de Santo Antônio de Jesus (Recôncavo), com 57,52 % dos votos.
A eleição de ambos abriu duas vagas para os suplentes eleitos pela coligação. O primeiro suplente, o deputado Bira Corôa (PT), que já está no exercício parlamentar, ficará efetivado, portanto, a partir da posse dos eleitos agora. O deputado Vítor Bonfim (PDT) é o atual secretário de Agricultura do Estado e a suplente imediata é Mirela Macedo (PSD), igualmente eleita em outubro, para o cargo de vice-prefeita de Lauro de Freitas.
O que leva essa substituição para a inédita convocação do quarto suplente, uma vez que o terceiro, o ex-deputado Temóteo Alves de Brito, também foi eleito para a prefeitura de Teixeira de Freitas, município do Extremo- Sul. Com isso, as duas vagas abertas na Assembleia devem ficar com Ângelo Almeida (PSB) e Mário Jacó (PT). O primeiro, ex-vereador em Feira de Santana, concorreu à prefeitura do município este ano e ficou na quinta posição. O quinto suplente da coligação é ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e ao deputado federal petista Valmir Assunção.
Na outra coligação assumirão outros dois suplentes. Eles não eram os primeiros da lista e foram beneficiados pelos resultados eleitorais dos peemedebistas Bruno Reis e Herzem Gusmão e do deputado Vando (PSC), prefeito eleito de Monte Santo, que obteve 40,93% dos votos válidos. Ele se candidatou em plena campanha eleitoral, pois o postulante Everaldo, seu cunhado, se afastou por motivo de saúde. Assumirão, portanto, os suplentes Heber Santana e Samuel Júnior, ambos do PSC. Isso ocorrerá porque o segundo suplente da coligação, Elinaldo (DEM), foi eleito prefeito de Camaçari (RMS), com 60,84% dos votos válidos.
Finalmente existe ainda outra variável capaz de beneficiar o suplente seguinte, o sexto: Heber Santana foi reeleito vereador em Salvador. Se ele optar pela permanência na Câmara Municipal, o beneficiado será Anderson Muniz (PTN), irmão do vereador de Salvador, Carlos Muniz (PTN) – saltando o quinto suplente, agora prefeito eleito de Paulo Afonso, no Nordeste da Bahia, o ex-deputado federal e estadual Luiz de Deus.
Completa o quadro outra situação com pendência, pois a saída da Assembleia Legislativa para a prefeitura de Belmonte (cidade que já administrou) do prefeito eleito, o deputado Jânio Natal (PTN), elevará à condição de deputado estadual o seu suplente, ex-deputado Uziel Bueno – também do PTN. A incógnita tem razão no fato do futuro vice-prefeito de Belmonte ser irmão do titular, que pode optar por permanecer no Legislativo renunciando ao posto de prefeito o que tornará o vice responsável pelos destinos de Belmonte pelos próximos quatro anos.
Outros sete parlamentares se candidataram em 2016, mas permanecerão na Assembleia Legislativa: Augusto Castro (PSDB), que concorreu em Itabuna; Pastor Sargento Isidório (PDT), candidato em Salvador; e Maria del Carmen (PT), que foi vice na chapa liderada por Alice Portugal (PC do B). Outros quatro candidatos pelo Partido dos Trabalhadores não lograram êxito nas eleições: Zé Neto (Feira de Santana), Joseildo Ramos (Alagoinhas), Neusa Cadore (Pintadas) e Zé Raimundo (Vitória da Conquista).
REDES SOCIAIS