Ao discursar ontem na sessão especial que concedeu o Título de Cidadão Baiano ao médico Geraldo Leitte, o deputado Aderbal Caldas (PP) observou que raramente uma homenagem desta é revestida de tantos significados. “Neste instante em que a Assembleia Legislativa da Bahia outorga o título ao médico Geraldo Leitte o faz na certeza de que não apenas ele recebe nosso reconhecimento público, mas também todos que se dedicam à ciência médica, buscando elevar o bem-estar de nossa gente”, afirmou o deputado, que propôs a homenagem.
A longa história nas áreas de saúde e educação de Geraldo Leitte, 90 anos de idade, mostra que Aderbal Caldas tem razão. Em sua trajetória, o médico foi professor e reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), professor de Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública e da Universidade Federal da Bahia (Ufba), presidente da Sociedade de Medicina de Feira de Santana e da Associação Bahiana de Medicina, regional da mesma cidade, entre outros cargos.
“Geraldo Leitte dedicou grande parte de sua luminosa existência a diversas instituições científicas e culturais e, entre outras, podem ser citadas ainda a Academia de Medicina da Bahia, Academia Baiana de Cultura, a Academia de Educação de Feira de Santana, a Academia Baiana de Educação, a Academia Feirense de Letras e a Academia Internacional de Letras, Ciências e Artes da Argentina, com sede em Buenos Aires”, acrescentou Aderbal Caldas, em seu discurso. Atualmente, o homenageado preside o Conselho Curador da Fundação José Silveira.
Um dos pontos bastante enfatizados pelo deputado foi a relação de Geraldo Leitte com a Uefs. E não é para menos: um dos idealizadores da universidade em Feira, ele primeiro participou da comissão de implantação da Uefs, passando depois a membro titular do seu conselho diretor. Foi presidente da Fundação da Universidade Federal de Feira de Santana, eleito cinco vezes de forma consecutiva. Entre os anos de 1976 e 1979, foi reitor da unidade de ensino superior.
“Graças a esse feliz início de sua existência, tendo à sua frente alguém tão capacitado e que lhe pode dar uma direção segura, essa instituição sempre se caracterizou não somente pelas atividades de ensino, mas pela pesquisa e extensão em várias áreas de conhecimento”, acrescentou Aderbal Caldas, na sessão especial.
Ao agradecer a homenagem, mostrando um vigor para a idade que impressionou a todos, o médico Geraldo Leitte contou que seus pais são os exemplos da “origem pêndula” de sua. “Minha mãe era sergipana de nascimento e baiana de coração e meu pai nasceu na Bahia, mas também era sergipano de coração”, afirmou. Ele acrescentou que durante toda a sua vida esteve entre a “Bahia de Todos os Santos e a Sergipe de todos os encantos”.
Em seu discurso, o médico e professor contou ainda que se apaixonou pela Bahia logo que deixou o trem na estação da Calçada. “Quando respirei o ar baiano e pisei no solo bendito desta terra me apaixonei pela Bahia e estou apaixonado até hoje”. Ele lembrou ainda que estudou na Faculdade de Medicina da Ufba, “a mais antiga do Brasil”. “Monteiro Lobato dizia que uma nação é feita de livros e homens. Pois a Faculdade de Medicina da Bahia tinha a melhor biblioteca da América Latina e os melhores mestres de nosso tempo”, acrescentou.
Geraldo Leitte relatou ainda que, logo depois de formado, foi morar em Feira, onde desenvolveu sua carreia acadêmica na área de saúde e onde está até hoje. Participaram da sessão especial de ontem o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o vereador Edvaldo Brito, o presidente do Instituto da História da Medicina, Jorge Cerqueira, a superintendente da Fundação José Silveira, Leila Brito, entre outras autoridades, sobretudo da área de saúde.
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