A cultura do tabaco tem 450 anos na Bahia. Para homenagear esse importante segmento da economia do estado, a Assembleia Legislativa promoveu uma sessão especial intitulada A Cadeia Produtiva do Charuto. O encontro, proposto pelo deputado estadual Eduardo Salles (PP), contou com a presença de produtores, diretores da Federação das Industrias a Bahia, representantes da secretaria de Agricultura, entre outros interessados pelo tema. “O tabaco foi uma das principais atividades e fonte de riqueza da Bahia, tendo participação fundamental na formação do povo baiano e brasileiro”, afirmou o proponente do evento.
Eduardo Salles também é o autor do projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa que pretende transformar o charuto baiano em patrimônio cultural imaterial da Bahia. “A cadeia produtiva do tabaco na Bahia não é como as demais cadeias produtivas do Brasil, ela tem uma singularidade que transcende o fator econômico”, contou o parlamentar, salientando que o charuto baiano é considerado o 3º melhor do mundo com características únicas que precisam ser reconhecidas.
A presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco no Estado da Bahia, Ana Cláudia Basílio, agradeceu as presenças das pessoas “que abriram mão de um dia de trabalho para participar dessa homenagem” e ressaltou que se a cultura do tabaco está no Brasil há 450 anos, faz mais de dois séculos que se fabricam charutos no Recôncavo baiano. “São mais de 4,5 mil pessoas trabalhando, mais de 95% de mulheres. A economia do Recôncavo depende do fumo e eventos como esse são muito importantes para manter viva toda a cadeia produtiva da região, do plantio a exportação”, afirmou Ana Cláudio Basílio.
Já o representante da Secretaria de Agricultura, Adriano Bouzas, ressaltou que a cadeia de produção de tabaco é uma das mais valorizadas e importantes socialmente da Bahia. “A relação entre a agricultura familiar e as grandes empresas tem obtido resultados excelentes e estamos trabalhando para replicar esse modelo para outras cadeias produtivas do estado”, informou Bouzas.
Após o encontro um stand no saguão Josaphat Marinho distribuiu charutos para degustação. Rita Rocha, que trabalha na indústria de charutos há 16 anos, conta que o processo é todo artesanal. Primeiro se molha a capa, para ficar homogênea; em seguida o fumo é enrolado cuidadosamente e fixado com uma cola a base de celulose e água. Depois de montado, o charuto permanece 45 dias maturando e só depois está pronto para ser consumido”, explicou Rita Rocha.
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