A criação do primeiro teste rápido para identificação do vírus zika pela Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma) foi destacada, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Alan Castro (PTN). Em moção de aplausos apresentada na Casa, o deputado se declarou “feliz e orgulhoso” pela conquista tecnológica do órgão ligado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
“Esta é uma conquista importantíssima porque o diagnóstico de infecção pelo zika vinha sendo feita apenas através da detecção da presença do vírus, pela técnica de PCR, muito demorada, extremamente custosa e que só detecta casos hiperagudos, quando ainda há circulação de vírus no sangue”, explicou o parlamentar, que também é médico.
De acordo com Alan Castro, a ausência de teste sorológico, que identifica anticorpos, vinha limitando o diagnóstico adequado dos pacientes. O teste rápido, lembrou ele na moção, permite a detecção de anticorpos contra o vírus da zika em qualquer fase da doença e confirma o diagnóstico em até 20 minutos.
“Este é um marco histórico para a afirmação da Bahia no cenário biotecnológico nacional”, acredita o deputado. “E, mais que isto, representa uma nova esperança para milhares de brasileiros infectados pelo zika vírus, que está associado a muitas doenças mais perigosas, como a microcefalia, que ataca o feto ainda no ventre materno e causa sequelas gravíssimas, que acompanham a criança por toda a vida”, acrescentou ele.
No documento, Alan Castro lembrou ainda que desde que foi reaberta, em 2011, a Bahiafarma vem obtendo conquistas importantes, e projeta um faturamento de R$ 80 milhões em 12 meses, somente com a venda de dois medicamentos: a cabergolina, usada para tratar distúrbios hormonais como o hiperpituitarismo (que faz as pessoas crescerem acima do normal) e o cloridrato de sevelâmer, prescrito para pacientes que fazem hemodiálise, como os renais crônicos.
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