As comissões dos Direitos da Mulher e de Saúde e Saneamento realizaram na manhã de ontem, no Auditório Jornalista Jorge Calmon, audiência pública para apresentação do Plano Estadual de Saúde da Mulher. Uma política pública que tem como objetivo prestar uma melhor atenção em saúde integral às mulheres baianas. A iniciativa, consoante com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, estrutura as diretrizes e estratégias para atenção à saúde, respeitando a realidade dos 417 municípios do estado, levando em consideração especificidades epidemiológicas e os níveis de organização dos sistemas de saúde locais.
Os presidentes das comissões da Mulher e de Saúde, respectivamente Fabíola Mansur (PSB) e Alex da Piatã (PSD), consideraram um importante passo a criação do plano. Para Mansur, ampliar a rede especializada, principalmente no que tange o combate à mortalidade materna, traduz-se em um cuidado especial à família. Alex da Piatã acrescenta que a inciativa das secretarias é uma resposta às inúmeras reivindicações vindas inclusive de projetos da Assembleia Legislativa e encaminhamentos de movimentos sociais.
Olga Sampaio, coordenadora de Ciclo de Vida e Gênero da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), disse que o plano visa a promover melhorias das condições de vida e saúde das mulheres da Bahia, mediante a ampliação do acesso, qualificação e humanização da atenção e todos os níveis do SUS, além de garantir os direitos sexuais e reprodutivos e a perspectiva de gênero; a redução da morbidade e da mortalidade feminina no estado.
ESTRATÉGIAS
A política traz como estratégias expandir, qualificar e humanizar a atenção clínico ginecológica, ampliar o acesso e a qualidade das ações de planejamento reprodutivo para homens e mulheres, adultos e adolescentes; promover a atenção às mulheres e adolescentes em situação de violência, dentre outras medidas que podem proporcionar qualidade e humanização no atendimento à mulher.
De acordo com Olívia Santana, secretária estadual de Políticas para as Mulheres, essa ação conjunta entre as secretarias e os diversos movimentos sociais “vem para garantir a existência de políticas públicas que possam melhorar a vida das mulheres, estabelecendo uma atuação nos diversos campos, seja no tratamento contra o câncer, passando pelo atendimento psicológico, chegando às mulheres que estão em situação prisional, além da qualificação das equipes de atendimento dentro das dimensões das relações de gênero”.
O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, sinalizou que a política existente de assistência à saúde da mulher “não atendia de forma eficiente e nem adequada. O Plano Estadual foi pensado justamente para ampliar o atendimento e qualificar o mesmo, obedecendo as diferenças inerentes aos 417 municípios baianos e à realidade sociocultural do estado”, diz.
O secretário também anunciou a criação do Hospital da Mulher, um centro referência à saúde da mulher e diversidade de gêneros. Segundo Vilas Boas, o centro que vai funcionar no Hospital São Jorge, no Largo de Roma, em Salvador, deve ser entregue à população antes do final de 2016 e terá capacidade para mais de 130 leitos.
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