A Assembleia Legislativa, através do Programa Assembleia Cultural, lançou no último sábado, dia 28, no Instituto Feminino da Bahia, o livro Sintetismo – História da Síntese, do filósofo, professor, jornalista e escritor baiano Germano Machado. O lançamento do livro foi procedido de uma missa de Ação de Graças em celebração aos 90 anos de aniversário do filósofo.
Segundo Walney Sarmento, que faz o posfácio da obra, como tantos filósofos, Germano Machado não frequentou cursos regulares de filosofia, mas demonstra erudição tal de suscitar inveja nos mais letrados acadêmicos. “Impondo-se como pensador, acrescenta que sintetizar significa pensar lógica e racionalmente Deus, o Ser de que os seres todos provém, o Espírito animador do macro e do microcosmo. Essa foi sua lição”, afirmou.
Sarmento explica que, como Spinoza, Germano Machado enveredou pelo caminho da busca da profundidade e como os antigos helenos considera o espanto, a admiração aquilo que leva o homem a filosofar. “Assim, da fé e também da dúvida, do conhecimento e da emocionalidade, nasce o sintetismo seu”, explicou.
Germano Machado agradeceu a iniciativa da Assembleia Legislativa de lançar o livro que define os conceitos da sua filosofia e também louvou a coincidência da dia comemorar a data do seu aniversário. “Me sinto honrado pelas homenagens prestadas, desejando que Assembleia Legislativa continue a prestigiar a inteligência baiana que andava meio esquecida”, afirmou.
O assessor para Assuntos de Cultura da Assembleia Legislativa, Délio Pinheiro, elogiou a bonita festa e afirmou que o lançamento de Sintetismo demonstra o interesse do programa editorial da Casa ter um portfólio diversificado. “Apesar do foco na literatura, lançamos também biografias, livros de história, sociologia e agora filosofia. Nosso interesse é que estas importantes obras de intelectuais baianos não sejam esquecidas”, afirmou Délio Pinheiro.
O projeto editorial da Assembleia Legislativo engloba uma série de selos e coleções abrigando obras de maior porte, como a coleção Gente da Bahia e o Ponte da Memória, que relança livros de valor literário/memorialista ou ainda dedicado à recepção de trabalhos inéditos. Entre as personalidades que já foram biografadas na coleção Gente da Bahia, por exemplo, estão artistas plásticos como Carybé, Hansen Bahia, Juarez Paraíso e Calasans Neto, músicos como o erudito Lindemberg Cardoso e Walter Smetak, ou populares como Riachão, Gordurinha e o pianista Carlos Lacerda, cineastas como Roberto Pires, intelectuais como Milton Santos e Edison Carneiro e também políticos como o senador Nélson Carneiro e o deputado Chico Pinto.
Criado na década de 1990 pelo então presidente Antonio Honorato, o programa editorial da Assembleia Legislativa vem ganhando força com o passar dos anos. Nas gestões do presidente Marcelo Nilo, a Assembleia já publicou 170 obras.
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