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Sistema hidroviário é tema de audiência em colegiado

Publicado em: 25/05/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

O evento contou com a participação de diversos segmentos ligados à questão
Foto: Arquivo/Agência-Alba
A qualidade do serviço, infraestrutura e acessibilidade do Sistema Ferry-boat, bem como dos terminais de embarque e desembarque de Mar Grande, Morro de São Paulo, Gamboa e Valença, foi debatida ontem, em audiência pública promovida pela Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo. O evento, que aconteceu no auditório da Casa, foi conduzido pelo presidente do colegiado, deputado Hildécio Meireles (PMDB) e contou com a presença de representantes de movimentos sociais, do diretor executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, do diretor Institucional da Internacional Travessias e do prefeito de Jaquaripe, Heráclito Arandas. 

Hildécio Meireles contou que é usuário do ferry boat e das barcas e afirmou que as falhas no sistema é algo histórico, que ele sempre foi ineficaz em todos os aspectos. “Nos últimos anos houve melhorias, é claro, mas está muito longe de chegar ao oferecimento de um bom serviço”, disse. O presidente criticou os gastos do governo do Estado com o que ele chamou de “sonho chamado ponte Salvador-Itaparica”, afirmando que o momento exige realismo. “As condições econômicas do país não permitem que isso seja feito”, disse, ressaltando que esses recursos poderiam ser usados para a melhoria do Sistema Ferry-Boat.

O presidente da Unibairros, Joceval Tibúrcio, afirmou que a própria realização do encontro sinaliza que a situação do sistema não está boa. As longas esperas, a falta de acessibilidade e a cobrança da taxa do terminal foram temas levantados pela liderança. “O Poder Legislativo precisa chamar a responsabilidade do governo estadual para que possamos saber se a Agerba está aparelhada para cumprir as suas atribuições, que em relação ao transporte marítimo deixa muito a desejar”, afirmou.
Já o prefeito de Jaguaripe, Heráclito Arandes, reiterou que houve melhorias no Sistema Ferry Boat com o passar dos anos, mas que ele precisa melhorar muito mais. Arandes criticou a saída compartilhada de carros e passageiros nos desembarques, disse que o preço da passagem com hora marcada deveria, pela lógica, ser mais barata e que os terminais de atracamentos das lanchas precisa m ser recuperados. “A acessibilidade das barquinhas é zero. Embarcar um cadeirante em um dia que a maré está desfavorável, por exemplo, é uma luta”, contou.

O diretor Institucional da Internacional Travessias, Peter Ude, contou que a empresa marítima, atua hoje nos estados do Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Norte. “Em cada uma dessas estruturas, a empresa conta com uma equipe altamente qualificada, capaz de desempenhar com qualidade e segurança as suas atividades”, disse Ude. O diretor afirmou que as embarcações passam por manutenções constantes. “Somos fiscalizados com rigor pela Agerba e a capitania dos portos faz minuciosamente o controle de todas as embarcações”, informou.

Sobre a reclamação sobre atrasos nas travessias, Peter Ude contou que o Sistema Ferry Boat conta com sete embarcações, mas que o terminal marítimo tem apenas três “gavetas”, impossibilitando o uso concomitante de toda frota. “Os horários são estipulados pela Aderba e somos cobrados diretamente por isso”, disse. O diretor afirmou também que a maioria das embarcações não tem saídas laterais o que impede que o desembarque de pessoas e automóveis seja segregado. “A empresa veio com seriedade para a Bahia e estamos sempre abertos para o diálogo. Mas infelizmente nem tudo que nos é cobrado podemos fazer”, completou.

Por fim, o diretor executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, agradeceu a oportunidade de debater os problemas do transporte marítimo com pessoas que conhecem e principalmente se utilizam do equipamento. “Estamos abertos a toda oportunidade para melhorar o sistema e precisamos saber da população quais são eles para podermos cobrar das operadoras”, completou.

Participaram também da audiência pública os deputados estaduais Pedro Tavares (PMDB), Rosemberg Pinto (PT) Herzem Gusmão (PMDB), Pedro Tavares (PMDB), Zé Raimundo (PT), Zé Neto (PT) e Leur Lomanto (PMDB).


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