MÍDIA CENTER

Hildécio parabeniza Araken Vaz Galvão

Publicado em: 20/05/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Peemedebista elogiou trajetória do ''cronista sertanejo"
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Moção de congratulações pelos 80 anos do escritor Araken Vaz Galvão, radicado em Valença, no Baixo Sul da Bahia, foi apresentada na Assembleia Legislativa pelo deputado Hildécio Meireles (PMDB). Na moção, o parlamentar, que também é da região, tendo sido três vezes prefeito de Cairu, destaca que “no atual panorama da literatura baiana, Araken é o cronista sertanejo, pois faz do território mítico do sertão seu condado, onde desfilam fazendeiros, vaqueiros, jagunços, meninos, tabaréus e tabaroas; bichos e plantas, numa linguagem temperada pela força do realismo mágico e pela magia da realidade”.

Após se referir à obra do escritor, que inclui a chamada  “Tetralogia do Sertão”,  integrada pelos livros Crônica de uma Família Sertaneja, Saga de um Menino do Sertão Histórias Sertanejas (Algumas reais; outras nem tanto), e O Velho Jagunço, Meireles observa que “a linhagem sertaneja deste escritor é a mesma de Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Ariano Suassuna e outros. Tanto pela escolha telúrica dos temas, quanto pela valorização de um espaço que ocupa lugar de destaque na geografia literária do Brasil, o sertão nordestino”. 

Dentre as obras de Araken Vaz Galvão, o deputado cita o livro de memórias Crônicas das Prisões e do Exílio, o romance (policial) Quem Matou a Garota do Outdoor e o tratado O Tupi Nosso de Cada Dia – estudo sobre a presença do idioma indígena no português falado no Brasil, que esta por merecer uma boa edição devido à sua importância para o léxico nacional”.

Hildécio Meireles ressaltou ainda a vida agitada do escritor que, sargento do Exército, desertou para combater a ditadura militar, foi guerrilheiro, preso político e exilado no Uruguai, tendo retornado ao Brasil com a anistia e se radicado em Valença. “Por toda esta exemplar trajetória de vida, está de parabéns o escritor Araken Vaz Galvão que, aos 80 anos de idade, carrega consigo a saga do menino sertanejo que nunca deixou de ser”, conclui o deputado.


Compartilhar: