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Colegiado da Mulher debate situação de parlamentar

Publicado em: 12/05/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Comissão presidida por Fabíola Mansur discorda das ações do deputado Isidório
Foto: Arquivo/Agência-Alba
“Peço aos presentes um minuto de silêncio em homenagem póstuma à neta da deputada Fátima Nunes (PT), Jeane Silva do Carmo, de 16 anos, vítima de um acidente de trânsito no dia 9 de maio”. Essas foram as palavras da presidente da Comissão de Direitos da Mulher, deputada Fabíola Mansur (PSB), na abertura dos trabalhos. O acidente que vitimou a neta da deputada Fátima Nunes aconteceu em um trecho da BR-101, no município de Cruz das Almas.

Além da homenagem em deferência à parlamentar, o colegiado pautou a avaliação de estratégias conjuntas com movimentos sociais, Ministério Público e defensoria pública sobre as alterações do Plano Estadual de Educação e demais questões voltadas ao respeito à figura feminina.
Dentre as inúmeras questões debatidas na sessão, o já aprovado Plano Estadual de Educação e o vídeo postado pelo deputado Pastor Sargento Isidório (PDT) dominaram as discussões. Para o deputado Bira Corôa (PT), a postagem feita pelo deputado “não condiz com sua veemente defesa da família frente a discussão de gênero proposta pelo Plano de Educação votado pela Casa”.

Externando o mesmo sentimento, as deputadas Ivana Bastos (PSD), Maria del Carmen (PT), Neusa Cadore (PT) e Luiza Maia (PT), também falaram sobre o episódio. “É complicado conceber que um parlamentar, que se coloque com tanta ênfase a favor da família, se porte de maneira tão destoante com um dos pilares principais da família”, ressaltou LuizaMaia. 

Fundamentando-se no capítulo IV que versa sobre os atos atentatórios ao decoro parlamentar e no artigo 3º do capítulo II do Código de Ética que pontua sobre os deveres fundamentais do deputado, ambos presentes no Regimento Interno desta Casa, Fabíola Mansur, coloca em votação uma representação ao Conselho de Ética da Assembleia contra o deputado Pastor Sargento Isidório. O encaminhamento apresentado pela presidente do colegiado foi aprovado por unanimidade pelos presentes. 

Sobre o Plano Estadual de Educação, representantes dos diversos movimentos sociais presentes na sessão, afirmaram que elaborarão um documento para ser entregue em um ato público, ao Ministério Público, contra os termos aprovados no projeto, como destaca Lindinalva de Paula, representante da Rede de Mulheres Negras da Bahia. “Faremos uma representação conjunta. Não podemos deixar de discutir temas que reforçarão o respeito às diversidades”.



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