Os 60 anos de fundação da Legião da Boa Vontade (LBV) na Bahia foram comemorados ontem pela Assembleia Legislativa. “Um agradecimento pelo trabalho profícuo da instituição e um agradecimento aos milhares de voluntários anônimos que mantêm esta obra social de imensa importância para a Bahia”, disse o deputado Jurandy Oliveira (PSL), autor da proposta da sessão especial de ontem. Para o parlamentar, a homenagem teve por objetivo também “estimular a todos os que ainda não acordaram para o trabalho social relevante desenvolvido pela LBV”.
Fundada no Brasil em 1950 pelo poeta e radialista Alziro Zarur, a Legião “atua em prol de famílias de baixa renda, somando ao auxílio material os valores da espiritualidade ecumênica”. Somente no ano passado prestou atendimento a 12,5 milhões de pessoas em situação de pobreza no país, como destaca seu diretor regional, Valdenir Ferreira. Deste contingente de atendimento, cerca de 15% foram na Bahia, onde a LBV mantém diversos centros comunitários. A homenagem do Legislativo deixou os legionários “muito felizes e acreditando ainda mais em um mundo melhor”, garantiu seu diretor regional.
CENTROS
Vivendo de doações de colaboradores (são cerca de 60 mil na Bahia), a instituição tem um corpo de funcionários de 60 pessoas, além dos alocados no moderno call center da entidade. Em Salvador, onde atende a cerca de 500 famílias, a LBV tem centros de atendimento na Ribeira e na Avenida Bonocô, e inaugurou no mês passado mais um centro comunitário em Itinga, Lauro de Freitas, capacitado a atender 300 crianças, destaca a diretora de Relações Institucionais da entidade, Nizete Souza. Além disso há um centro de atendimento em Itabuna, sob o gerenciamento da diretoria regional que tem sede em Salvador, mas jurisdição “sobre todo o Nordeste”.
Reconhecida pela Organização das Nações Unidas, a LBV desenvolve no estado programas como o Criança: Futuro no Presente; Vida Plena; Vivência Solidária; Ciadão bebê; Jovem: Futuro no Presente, e Capacitação e Inclusão Produtiva, recebendo para atendimento pessoas encaminhadas pelos Centros de Referência e Ação Social (Cras) da Prefeitura municipal, de escolas e até mesmo do Ministério Público.
CARIDADE
Presidida nacionalmente por Paiva Neto, a quem “pela força, liderança e credibilidade”, na análise de Jurandy Oliveira, a entidade se mantém no trabalho social por mais de seis décadas. A Legião da Boa Vontade “não busca lucro”, afirma Valdenir Ferreira, lembrando que a entidade faz, inclusive, campanhas emergenciais contra a fome no sertão baiano.
“Sem caridade, sem amor, nada vale”, declara o professor e jornalista Germano Machado, presidente e fundador do Círculo de Estudo do Pensamento e Ação (Cepa), entidade parceira da LBV no trabalho social. Segundo ele, o lema da LBV, assim como do Cepa, estão contidos e revelados na Bíblia: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber (Mateus 25:35).
Está nas sagradas escrituras também o lema da Legião da Boa Vontade :“Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho segundo João, 13:34)”. Segundo a definição oficial, os princípios da LBV “pautam-se pelo olhar especial à família e à participação efetiva dela na sociedade. Todas as iniciativas buscam a promoção dos valores nascidos do Amor Universal, os quais dispõem o indivíduo para viver a cidadania ecumênica, pelo exercício pleno da solidariedade planetária, que congrega crenças, descrenças, tradições, etnias ou qualquer fator de separação entre os seres humanos”.
Autoridades e representantes da sociedade civil e militar participaram da sessão especial de ontem, dentre elas Laura Argolo, da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso; a escritora Mabel Veloso; o presidente do Pros, Fabrício Figueiredo; Júlio Salazar, gestor de Arrecadação da Coelba e o superintendente Regional da Conab, Franklin José Andrade Gomes.
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