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AL celebra atletas que vão representar a Bahia na Rio 2016

Publicado em: 05/05/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Atletas olímpicos e paralímpicos receberam homenagem na Comissão de Desporto, presidida por Bobô
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Atletas olímpicos e paralímpicos que vão representar a Bahia nas Olimpíadas Rio 2016 foram homenageados ontem pela Assembleia Legislativa, através da Comissão Especial de Desporto, Paradesporto e Lazer. “Um gesto de reconhecimento pelo trabalho dos desportistas e a intenção de sensibilizar os patrocinadores para apoiar estes atletas de elite”, disse o presidente do colegiado, deputado Bobô (PC do B). As delegações olímpicas e paralímpicas baianas têm campeões internacionais e alguns contam com apoio do governo, outros não. 

É o caso da delegação do boxe, que já tem quatro atletas classificados e ainda disputa uma quinta vaga. Robson Conceição, Robenilson Vieira e Adriana Araújo são medalhistas olímpicos, em competições pan americanas, sul americanas mas não têm ajuda do Estado  através do Bolsa Atleta. “Conseguimos só um ano”, diz Robson, primeiro colocado no ranking mundial da categoria Leve, mas “a burocracia é grande”, completa Robenilson, campeão panamericano na categoria Galo. Para Adriana, medalhista olímpica e cotada para o ouro na categoria Leve, o jeito é treinar por amor ao esporte. Eles contam com a dedicação do técnico Luiz Dórea, que mantém uma academia própria e a disponibiliza aos atletas, que têm de ajuda apenas o Bolsa Pódio, do Governo Federal.

VITÓRIA

Todos com chances de medalhas nas Olimpíadas de agosto, os boxeadores baianos receberam a homenagem da Assembleia Legislativa com otimismo. “É um começo”, acha Robson, na esperança de conseguir patrocínio privado. Os três atletas, apesar da falta de apoio, mantêm um projeto social em Boa Vista de São Caetano, o Boa Vista Boxe, voltado para crianças e adolescentes, na intenção de tirá-los das ruas e das drogas. Todo o projeto é custeado pelos atletas, que pagam até mesmo o transporte para que estas crianças possam treinar.
Seja no ringue ou na água, a Bahia vai às olimpíadas com chances de vitórias. Verônica Almeida, atleta paralímpica, disputará quatro provas com chances de medalha em três. “Se os jogos fossem hoje, eu voltaria com um ouro e dois bronzes”, diz a paratleta que conta com o apoio do FazAtleta, programa de incentivo fiscal às empresas que patrocinarem o esporte baiano, e com o Bolsa Pódio. É este apoio que dá as condições para que Verônica treine e dispute sua terceira olimpíada.

REMO

Medalha também deve vir para a Bahia pelo remo com Renê Campos. Campeão brasileiro e quinto melhor do mundo, ele vai disputar medalha na prova de mil metros na categoria ASM com skiff individual. Psiquiatra, Renê recebe ajuda do Bolsa Atleta, “que não é suficiente para que eu possa me manter, pagar a escola de meu filho e me dedicar somente ao remo” e se ressente de apoio logístico. Há dois meses com a promessa da Sudesb, de que serão liberados os equipamentos necessários para que ele treine em Pituaçu, o paratleta garante que se mantém no esporte por “sonho”.

Sem barco oficial para treinar, o que implica em treinar em um skiff e competir em outro, o que compromete o rendimento do atleta, Renê vai às paraolimpíadas em busca do ouro. O paratleta baiano tem a marca de 4,47 min na prova de 1.000 metros e supera o recorde mundial quando testado em máquina, onde crava apenas 3,45 minutos. “O objetivo é medalhar”. Foram homenageado os atletas Verônica Almeida, Alan do Carmo (Maratonas Aquáticas); Cássio Lopes, Jeferon Gonçalves, Tiago Nascimento (Futebol de 5, para cegos); Renê Campos (Remo); Robson Conceição, Robenilson Vieira e Adriana Araújo (Boxe).

Foram homenageados também o Instituto dos Cegos da Bahia, a Federação dos Clubes de Regatas da Bahia, a Federação Baiana de Boxe, a Associação Baiana de Atletas Deficientes e a Federação Baiana de Desportos Aquáticos. 


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