O papel da Frente Parlamentar da Indústria Baiana e a importância de articulações entre a Assembleia Legislativa e a Federação das Industrias do Estado da Bahia (Fieb) para enfrentar os problemas do setor foi o tema do debate que aconteceu hoje na sede da instituição empresarial no bairro do Stiep. O encontro, bastante concorrido, contou com a presença dos deputados estaduais Nelson Leal (PSL) e Pablo Barrozo (DEM), respectivamente presidente e vice da frente parlamentar, do presidente da Fieb, Antonio Ricardo Alban, além de diretores, coordenadores e técnicos da entidade.
Segundo Ricardo Alban, cada vez mais se torna necessária a interação da sociedade como caminho para a solução dos problemas. O presidente da Fieb afirmou que o setor industrial está passando por um grande encolhimento de suas atividades reduzindo a sua participação na geração de riquezas do país. “Temos que traçar metas conjuntas para que possamos voltar a crescer e a frente parlamentar vem em boa hora para que a interlocução com o Poder Legislativo que era pontual se torne um canal constante e aberto”, afirmou Ricardo Alban.
Carga tributária, concorrência com a informalidade e infraestrutura foram alguns dos assuntos debatidos na reunião. Além disso, a preocupação com o processo de impeachment, e uma possível retaliação à Bahia governada pelo PT, se for confirmada a posse de Michel Temer, foi externada por muitos empresários, que perguntaram aos deputados as suas opiniões políticas sobre o tema.
Nelson Leal afirmou que se o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff se concretizar vê o governo Temer como de transição e que, provavelmente, será votada o fim da reeleição e haverá uma nova estrutura política a partir de 2018. “Não vejo espaço para retaliação, até porque o seu grupo político precisa criar um ambiente favorável para a eleição de governador, caso contrário a tendência natural é que Rui Costa continue. Essa é minha opinião política”, ressaltou Leal.
Já Pablo Barrozo lembrou que as informações que estão sendo vinculadas pela imprensa e nos bastidores da política dão conta de que, pelo menos dois baianos, serão ministros na eventualidade de Michel Temer assumir a Presidência da República, o que dará força política para o estado reivindicar ações do governo federal. “Acredito que Michel Temer saberá dialogar com o congresso e os governadores, mesmo os da oposição”, afirmou Pablo Barrozo.
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