A morte do professor Rogério Duarte, tropicalista, compositor e talentoso artista gráfico, ocorrida no dia 13 de abril do corrente ano, trouxe consternação à Assembleia Legislativa, demonstrada em moção de pesar apresentada pela deputada estadual Fabíola Mansur (PSB). “Artista gráfico referencial, Rogério Duarte era professor aposentado da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom). É uma pena que só agora, com sua morte, muita gente, especialmente os jovens, toma conhecimento do tamanho do seu talento, que era imenso”, afirmou a deputada socialista.
Nascido em Ubaíra, em 1939, Rogério Duarte morreu na noite do dia 13 de abril, em Brasília, aos 77 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1961, onde foi estudar arte industrial. Considerado mentor intelectual de nomes como Zé Celso Martinez Corrêa, Hélio Oiticica e Torquato Neto, o designer baiano foi o autor de vários cartazes para filmes do amigo Glauber Rocha, como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “A Idade da Terra”.
Fabíola Mansur contou que Rogério Duarte foi um dos protagonistas da Tropicália e contribuiu de forma central para a identidade visual do movimento. Seu trabalho em artes visuais rendeu capas memoráveis de discos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Jorge Mautner e João Donato. Era músico e compositor, a canção ‘Gayana’, de sua autoria, foi gravada por Caetano Veloso no álbum ‘Abraçaço’. “O recém-lançado documentário “Rogério Duarte – Tropikaoslista”, do diretor baiano José Walter Lima, celebra os vários “Rogérios”, da aventura contracultural à conversão hare krishna”, informou Fabíola Mansur.
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