“É preciso incentivar a caprinocultura leiteira em todo o estado, sobretudo no semiárido baiano, focando em toda produção”. A avaliação é do deputado Roberto Carlos (PDT), que apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma indicação ao governador Rui Costa sugerindo o fomento a essa cadeia produtiva.
Para Roberto Carlos, é necessária uma ação conjunta e multidisciplinar envolvendo a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Bahia (Senar) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para organizar o arranjo produtivo local da caprinocultura leiteira, promover a integração da agricultura familiar nos sistemas agroindustriais e capacitar as indústrias regionais a produzir produtos caprinos de alto valor agregado.
“Por isso, é necessário percorrer o caminho comercial com vistas ao fornecimento à indústria que transforma o leite de cabra, aumentando as opções de fornecimento desse produto e atingindo as necessidades do consumidor”, argumentou o parlamentar, no documento encaminhado ao governador.
De acordo com o pedetista, a região do São Francisco possui a metade do rebanho de caprinos e ovinos de todo o estado e parte considerável da produção do Nordeste brasileiro. O estado da Bahia, acrescentou, representa mais de 30% do rebanho nacional com 95,8% deste rebanho instalado na região semiárida.
“Já foi comprovado que a adaptação dos caprinos à ampla variação de condições climáticas e de manejo faz com que eles apresentem maior eficiência produtiva, em relação a qualquer outro ruminante doméstico, como bovino, ovino, ou bubalino, sendo presente em regiões com condições precárias para o desenvolvimento de outras espécies”, afirmou o deputado.
De acordo com ele, a eficiência produtiva da cabra pode ser medida através da produção de leite e do número de crias por ano. “O consumo de forragem por seis cabras, com produção média de 1,2 litros de leite/dia, equivale ao de uma vaca com produção de 6 litros de leite/dia - ou seja, a produção total é 15% maior, enquanto em termos de crias, as seis cabras podem ter até 21 cabritos em dois anos, enquanto a vaca só produzirá no máximo duas crias”.
Ele fez questão de frisar que a produção leiteira caprina é influenciada pelos efeitos genéticos, somados aos fatores do meio ambiente em que o animal se encontra e dessa interação. “Porém, as interferências do ambiente sobre a capacidade produtiva merecem especial atenção, uma vez que respondem por grande parte da variação existente na produção”, finalizou.
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