A sessão especial em comemoração ao aniversário de 33 anos de atividades da Companhia de Ação Regional (CAR) se constituiu em um ato contra o golpe, expressão utilizada em diversos pronunciamentos ontem para definir a forma como vem sendo conduzida a tentativa de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O evento foi realizado por iniciativa do deputado Fabrício Falcão, com participação da bancada do PC do B, e contou com a presença do presidente Wilson Dias, de vários ex-presidentes e grande quantidade do corpo funcional.
Fabrício foi o primeiro a se pronunciar e avaliou como “tempos sombrios” o movimento “capitaneado pela elite paulista e a grande mídia” que ameaça a democracia com a votação neste domingo da admissão do processo de impeachment. Ele definiu o presidente da Câmara Federal como um “doente mental raivoso”. O presidente dos trabalhos, Bobô (PC do B), passou a direção ao colega de partido para ele próprio se pronunciar.
Bobô falou bastante sobre as realizações sociais do governo de Lula e Dilma, que são um “estímulo de ir para a rua para defender o que é melhor para o Brasil”. Um dos exemplos do parlamentar foi o Luz para Todos, que chegou para uma população que só o presidente Lula enxergou. Ele citou o próprio caseiro, Carlinhos, que antes do governo petista - do qual o PC do B participou e apoiou desde o início – não tinha luz nem água onde morava e atualmente já tem o filho cursando a faculdade. Ele classificou os adversários como meia-dúzia de políticos que não tem moral alguma para julgar a presidente.
O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, afirmou que a diferença de 1964 é que desta vez tem uma participação popular esclarecida que está vendo como um golpe o que está sendo feito. “Vamos dizer daqui a 30/40 anos como desmascaramos o golpe”, disse, afirmando que “o nosso papel é não dormir, vigiar (as manobras) até domingo”. Confiante na vitória da presidente, ele disse que “na segunda-feira vamos apresentar uma outra conta, vamos pedir reforma agrária”, entre outras medidas de cunho social.
CAR
Wilson Dias fez um pronunciamento bastante técnico, apresentando dados das realizações da CAR desde 1983. Ele citou todos os grandes projetos, desde o Gavião e as quatro etapas do Produzir até os que estão em plena execução como o Bahia Produtiva e a continuação do Gavião. Nos últimos 20 anos, a CAR investiu R$1,33 bilhão, realizando 14 mil convênios, em diversas áreas de atuação, como abastecimento de água, de alimentos, eletrificação, construção de pontes. Para o deputado Eduardo Salles (PP), presidir a companhia é mais gratificante do que ser secretário da Agricultura, por exemplo.
Os ex-dirigentes da CAR e o atual foram agraciadas com placas comemorativas e todos os que estiveram presentes se pronunciaram, a exemplo de Paulo César Lisboa, o deputado Paulo Câmera, Waldemir Castro Silva, Dernival Oliveira e Raimundo Blumetti. O ex-presidente José Vivaldo não pode estar presente, mas pediu ao superintendente Jeandro Lantyer para representá-lo. Compuseram a mesa dos trabalhos a deputada Fátima Nunes (PT), o comandante do Policiamento da Capital, coronel Eduardo Ferreira; o diretor-geral da Sudesb, Elias Dourado; e o presidente da Fetag, Cláudio Bastos.
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