MÍDIA CENTER

Combate ao diabetes é tema de audiência pública na AL

Publicado em: 13/04/2016 00:00
Editoria: Comissões

Evento idealizado por José de Arimateia foi bastante movimentado
Foto: Arquivo/Agência-Alba

A Comissão de Saúde e Saneamento promoveu ontem audiência pública lembrando o Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7 de abril, com o tema "Diabetes, uma epidemia silenciosa mundial". O debate, presidido pelo deputado estadual José de Arimateia, promotor do evento, contou com o presidente da comissão, Alex de Piatã, integrantes do colegiado e especialistas do tema. "Um em cada onze adultos no mundo tem esta doença, que é a sétima causa de morte no mundo", afirmou José de Arimateia.

Segundo o parlamentar, a Federação Internacional de Diabetes divulgou que, até o ano passado, cerca de 415 milhões de pessoas foram diagnosticadas como diabéticas, o que significa que um em cada onze adultos no mundo tem esta doença, que é a sétima causa de morte no mundo. "Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em países de média e baixa renda, como é o caso do Brasil, o diabetes avançou ao índice de 40% dentro do curto período de quatro anos. Precisamos fazer esse alerta", afirmou.

Arimateia disse que, de acordo com especialistas, esta incidência cresce a cada ano, pois está diretamente ligada ao aumento da obesidade, do sedentarismo e do envelhecimento da população. "Os brasileiros com excesso de peso já são 52,5%, o que significa mais da metade da população, sendo que 17,9% apresentam obesidade. "Quando não realizado o diagnóstico precoce e não tratada a diabetes pode causar graves males como retinopatia (descolamento da retina e cegueira) nefropatia (insuficiência renal crônica), neuropatia (diminuição da sensibilidade nas mãos e pés), infarto do miocárdio e AVC", informou o deputado.

O especialista em angiologia, Marcelo Liberatto, afirmou que de 100 pacientes diabéticos, 25 vão ter algum tipo de úlcera que se não tratada pode levar a amputação de membros inferiores. "Testes simples e econômicos podem evitar esse tipo de trauma. Cerca de 40 a 60% das amputações são em pacientes diabéticos", afirmou Liberatto. Ele contou que a avaliação precoce pode evitar esse tipo de trauma. "O doente tem que olhar o pé todo dia porque ele perde a sensibilidade do pé, há 58% de redução do risco apenas com o autoexame. A base da saúde moderna é a prevenção", contou Liberatto.

Outra convidada para a audiência, a especialista em nutrição, Manuela Gouveia, contou que a diabetes é a sexta causa de morte no país. Para ela, cada vez mais surgem pacientes mais jovens com diabetes e as consequências vão acontecer mais precocemente. "Alimentos saudáveis, apoio a atividade física e políticas públicas em grande escala ajudariam a mudar esse quadro", afirmou a nutricionista, ressaltando que é preciso se trabalhar na base, na escola. "A criança precisa entender o que não é bom para a saúde dela".



Compartilhar: