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Assembleia promove sessão para celebrar os 94 anos do PCdoB

Publicado em: 05/04/2016 00:00
Editoria: Diário Oficial

Lideranças interioranas prestigiaram a reunião. Zó falou em nome da bancada no Legislativo. Plenário gritou várias vezes: que
Foto: Arquivo/Agência-Alba
Os 94 anos de fundação do Partido Comunista do Brasil (PC do B) foram comemorados ontem, em sessão especial realizada na Assembleia Legislativa. Comandado pelo presidente da Casa, Marcelo Nilo, o evento foi proposta pelos deputados comunistas Bobô, Fabrício Falcão e Zó. A sessão contou com a presença da presidenta nacional do PC do B, deputada Luciana Santos; da senadora Vanessa Grazziotin e a deputada federal Alice Portugal. Delegações de Cuba, Angola e Coreia do Norte se fizeram presentes, além de deputados estaduais e dirigentes de diversas legendas, vereadores e a militância do partido. O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Irecê Zé das Virgens participou do evento, sendo saudado pela mesa por sua recente filiação ao PC do B.

O deputado Zó falou em nome da bancada do PC do B na Assembleia. Ele disse que tem 30 anos de militância no partido e que continua nas mesmas trincheiras de lutas pelo interesse dos estudantes, trabalhadores e para que o Brasil siga em frente no caminho do progresso que tem se verificado nos últimos anos. “Estamos aqui por convicção, por ideologia e a luta que se apresenta é contra o golpe que as elites querem praticar contra o povo”, afirmou.

De acordo com Daniel Almeida, presidente do Comitê Estadual do PC do B na Bahia, a sessão especial serve para reafirmar o papel protagonista do partido na história do Brasil, sempre comprometido com ideais socialistas e progressistas. “A história do  PC do B é marcada por embates populares, a defesa da democracia e dos direitos dos cidadãos. Em momentos turbulentos como este, é essencial reafirmarmos o compromisso do partido com a história do nosso país e contra qualquer tipo de golpe”, reiterou Daniel.

Já a presidente do partido, Luciana Santos, afirmou que o desafio atual é construir um partido comunista contemporâneo. “Forças reacionárias e a grande mídia disseminam o ódio e a violência sectária contra a esquerda, contando com a força motriz da operação lava-jato sob o falso manto de combate à corrupção. Não se faz justiça afrontando o estado de direito”, afirmou.

O governador Rui Costa agradeceu aos dirigentes do partido por ter escolhido a Bahia para celebrar a data comemorativa. Rui Costa agradeceu também aos militantes do partido por participarem da campanha de 2014 para o governo do Estado “fazendo prevalecer o projeto democrático em curso na Bahia”. Rui Costa ressaltou que parte do ódio estimulado pela mídia não é pelos erros do governo. “Eles nos condenam por nossos acertos, não aceitam que uma empregada doméstica vá ao cinema ou que o filho dela consiga chegar à universidade. É uma herança racista e escravocrata”, afirmou.

HISTÓRIA

Em 25 de março de 1922, Joaquim Barbosa e Manuel Cendón, alfaiates; Cristiano Cordeiro, advogado; Abílio de Nequete, barbeiro; Hermogêneo Fernandes da Silva, eletricista; João da Costa Pimenta, gráfico; Astrojildo Pereira, jornalista; Elias da Silva, pedreiro e o vassoureiro Luís Pérez, reuniram-se em Niteroi (RJ) e fundaram o Partido Comunista do Brasil. 

Nesses 94 anos de existência, conforme relataram os participantes da sessão, o partido sempre levantou as bandeiras da liberdade, da soberania nacional, da democracia, dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude, das mulheres e de outros setores que quase nunca tiveram voz e vez na sociedade. Dos seus 94 anos de existência, 2/3 foram vividos na clandestinidade, proibido de expressar livremente suas propostas e ideias.

Num curto período em que conquistou a legalidade, 1945/1947, o Partido participou ativamente do processo constituinte de 1946, ocasião em que elegeu 14 deputados federais e um senador, Luís Carlos Prestes, com uma estrondosa votação. Contribuição marcante dos comunistas para a Constituição de 1946 foi a conquista da liberdade religiosa e de culto em nosso país, proposta apresentada pelo deputado comunista e romancista Jorge Amado.

Só em 1985, após o fim do Regime Militar de 64 e no início da redemocratização do país, o PC do B voltou à legalidade, participando da vida política do país. Nesse novo período, de 31 anos de legalidade, teve posição destacada na Constituinte de 1987/88, defendendo intransigentemente a soberania nacional, o Estado Democrático de Direito e as conquistas trabalhistas e sociais.

Posteriormente, na década de 90, cerrou fileiras na luta contra o neoliberalismo e, consequentemente, a entrega do patrimônio nacional e a retirada de direitos trabalhistas. Com a eleição de Lula, em 2002, o Partido passa a ocupar postos de destaque na administração pública.


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